Sanepar intensifica ações educativas no Litoral
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quinta-feira, 27 de dezembro de 2007
Catarina Scortecci<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Uma equipe da Sanepar vai intensificar o trabalho no Litoral do Estado, durante o período de férias, para cobrar dos proprietários de imóveis a regularização das ligações de esgoto. A diretora de Meio Ambiente da Sanepar, Maria Arlete Rosa, informou que a fiscalização ocorre de forma permanente, mas, a partir dos meses de verão, o trabalho ''é intenso''. ''Fora da temporada a gente não encontra 70% dos moradores''. Segundo ela, 41% dos imóveis no Litoral ainda não estão ligados à rede de esgoto.
Apesar do governador Roberto Requião (PMDB) ter anunciado recentemente que a Sanepar vai lacrar os locais que não tiverem ligação regular com a rede esgoto, o trabalho da equipe da companhia ontem no Litoral priorizava as ações educativas. ''Antes de qualquer medida drástica, nós vamos notificar os moradores. Se em duas ou três vistorias a gente perceber que o morador não está tomando nenhuma providência aí ele está sujeito até a multas (a partir de R$ 500)'', explicou a diretora. Ela lembra, entretanto, que a atribuição legal da Sanepar é apenas a de fiscalizar e que o trabalho, portanto, está sendo feito em parceria com a Força Verde, com o Instituto Ambiental do Paraná (IAP), com representantes do Ministério Público e prefeituras locais.
Um dos problemas encontrados pelos moradores da região na hora de regularizar a situação é, segundo a diretora, a falta de mão-de-obra qualificada para executar o serviço. ''Estamos propondo parcerias com a Agência do Trabalhador e com as prefeituras locais'', adiantou.
A diretora informa ainda que já foram feitas parcerias com imobiliárias e associações do Litoral. Em Caiobá e Matinhos, onde segundo ela a situação é crítica, das 2.800 ligações de esgoto, 46% estão irregulares. Um avanço, entretanto, teria sido registrado entre as pousadas, os hotéis e os condomínios. ''São lugares onde há concentração grande de população e, por consequência, um alto poder de poluição''. Dos 509 imóveis do tipo existentes, 383 já passaram pela fiscalização e 251 estavam em situação irregular. A diretora informou que todas as situações registradas até agora (251) foram resolvidas em menos de um mês.


