Rio- A associação entre esgotamento sanitário, abastecimento de água e coleta de lixo inadequados tem uma forte relação com um dado desanimador: a morte de mais de 13 mil pessoas, por ano, em decorrência de doenças como a diarréia. No País onde 25% da população não dispõe de rede coletora eficiente e 80% dos moradores em domicílios particulares permanentes queima, enterra ou joga o lixo em terreno baldio, as doenças relacionadas ao saneamento ambiental deficiente são um grande problema.
Segundo a pesquisa do IBGE, o número de internações por doenças provocadas por saneamento inadequado caiu consideravelmente de 1993 para 2002: de 730 para 375 por 100 mil habitantes. Mas, segundo a coordenadora os Indicadores Sociais da instituição, Denise Kronemberger, os números podem estar mascarando uma realidade mais grave, pois muitas das enfermidades citadas não demandam internação. ''Há casos em que há dificuldade de se fazer a notificação e outros em que o paciente nem precisa ser hospitalizado.''
Para o autor do estudo, André Monteiro Costa, do Centro de Pesquisa Aggeu Magalhães, o número de mortes e internações pode parecer pequeno se comparado com o conjunto de outras doenças, mas se torna dramático por tratar-se de um problema evitável.(A.E.)

mockup