Sevilha, 26 (AE) - Sanderlei Parrela, de 24 anos, que já havia quebrado seu próprio recorde sul-americano nas eliminatórias dos 400 metros, no Mundial de Sevilha, com 44s37, voltou a diminuir a marca hoje, com 44s29. O corredor ganhou a segunda medalha de prata do Brasil na história dos campeonatos mundiais, iniciada há 16 anos, em Helsinque, na Finlândia. A primeira prata foi conquistada por Zequinha Barbosa, nos 800 m, no Mundial de Tóquio, no Japão, em 1991. O Brasil tem mais quatro medalhas de bronze, de Joaquim Cruz (1983) e Zequinha (1987), nos 800 m, Luiz Antônio dos Santos, na maratona (1995) e Claudinei Quirino, nos 200 m (1997). Sanderlei Parrela, que treina há sete anos com Luiz Alberto de Oliveira - ex-técnico de Joaquim Cruz -, em San Diego, EUA, superou o resultado ruim do Pan-Americano de Winnipeg - foi quarto e perdeu o bronze por um centésimo de segundo.
Sanderlei chorou muito. "Tenho de chorar, é a única forma de mostrar tudo o que eu sinto", disse, lembrando dos pais e da mulher, Gilvaneida, também atleta de Luiz Alberto. "É um momento de alegria, todos fazem parte desse processo e quero dividir com eles." Sanderlei disse que depois do Pan muitas pessoas ficaram preocupadas com ele. "Nunca perdi a fé e sabia que algo de bom estava reservado para mim."
Outros brasileiros não avançaram no Mundial. Maurren Maggi foi a sétima na sua série dos 100 m com barreiras (13s10). Nélson Ferreira, o 15.º em seu grupo no salto em distância (7,71 m). Amanhã, o Brasil voltará a ter chances de pódio, com Claudinei Quirino, que vai tentar uma medalha nos 200 m, às 15 horas (de Brasília), e com Eronildes Nunes Araújo, na final dos 400 m com barreiras, às 16 horas.
Doping - O médico Eduardo De Rose, especialista em doping, vai fazer a revisão do caso de Elisângela Adriano como representante da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) na comissão médica da Federação Internacional de Atletismo (IAAF). "Vou examinar o caso de Elisângela do começo ao fim, ver todas as peças do processo e revisar a medicação que ela tomou." Elisângela teve resultado positivo no antidoping para nandrolona
um esteróide anabolizante, e terá 30 dias para apresentar defesa na CBAt.
O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) vai aguardar o julgamento para saber, oficialmente, se Elisângela corre o risco de perder a medalha de ouro conquistada nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg no lançamento do disco, quando teve resultado antidoping negativo.

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