Brasília, 15 (AE) - A empresa coreana Samsung e o governo do Estado de Pernambuco assinaram um protocolo de compromissos para realização de estudos de viabilidade técnica e financeira para construção de uma refinaria no porto de Suape, em Pernambuco. Os estudos devem estar concluídos em quatro meses e tratam de um projeto orçado em US$ 1 bilhão, para o refino inicial de 110 mil barris de petróleo por dia.
Além da Samsung, fazem parte do consórcio as empresas americanas ICF Kaiser, Petrofinance International, Coastal Corporation e Global Resources. Juntas, estas empresas têm faturamento anual de US$ 100 bilhões. Caso o projeto de construção da refinaria seja concretizado, será o segundo empreendimento privado no setor desde a abertura do mercado brasileiro de refino de petróleo para a iniciativa privada.
No final do ano passado a Agência Nacional do Petróleo (ANP) autorizou a construção da Refinaria do Nordeste (Renor), no Ceará, a primeira refinaria privada do País, depois da abertura do mercado de petróleo à iniciativa privada. O grupo alemão Thyssen pretende investir US$ 1,75 bilhão até 2008 na construção, que terá capacidade de refino de 200 mil barris/dia, se tornando a quarta refinaria em produção no País.
O protocolo entre o governo de Pernambuco e a Samsung foi assinado na última sexta-feira pelo governador Jarbas Vasconcelos, na presença do vice-presidente da República, Marco Maciel. O governo de Pernambuco estuda a possibilidade de ter uma participação minoritária no projeto, que pode chegar a 10% do empreendimento. Também poderá ser criado um plano de incentivos fiscais especiais para garantir a instalação da refinaria em Pernambuco. Hoje, as 13 refinarias existentes no País (11 da Petrobrás e duas privadas de pequeno porte no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul) refinam 1,8 milhão de barris de petróleo/dia, o que representa o limite de sua capacidade. No protocolo de estudos não há perspectiva de participação da Petrobrás, no projeto.

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