Samarco é multada em R$ 1 milhão por omitir depósito de lama
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terça-feira, 23 de agosto de 2016
José Marques e Estêvão Bertoni<br>Folhapress 
Belo Horizonte - O Ibama multou em R$ 1 milhão a mineradora Samarco, responsável pelo rompimento de uma barragem de rejeitos em Mariana (MG), em novembro do ano passado, por omitir em documento oficial a existência de um depósito temporário de lama em Barra Longa, a 70 km do local da tragédia. Segundo o órgão ambiental, a empresa afirmou, em resposta a ofício, que não usa qualquer área na cidade como depósito temporário de rejeitos removidos dos pontos atingidos. No entanto, a Samarco utiliza, desde o ano passado, o terreno de um parque de exposições em Barra Longa para depositar 35 mil metros cúbicos de rejeitos. O local é de fácil acesso e visível a quem acessa a cidade. "Esses rejeitos estão colocado em local indevido, próximo ao rio, e podem ser carreados [levados para a água] durante o período chuvoso", afirmou Marcelo Belisário, superintendente do Ibama em Minas Gerais.
Em 5 de novembro de 2015, 32,4 milhões de metros cúbicos de rejeitos vazaram da barragem do Fundão, em Mariana, destruindo o subdistrito de Bento Rodrigues. O material atingiu os rios Gualaxo do Norte, do Carmo (que corta o município de Barra Longa) e Doce. A lama deixou um rastro de destruição até o litoral do Espírito Santo.
A Samarco, cujas donas são a Vale e a BHP Billiton, afirmou, em nota, que recebeu o auto de infração, lavrado no último sábado (20), e que "analisa as medidas que serão adotadas". "A empresa ressalta que mantém diálogo frequente com o órgão a respeito das ações que vem sendo tomadas", diz a mineradora.


