Samaranch volta a ser atacado
Nova York, 26 (AE-Reuters) - O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Juan Antonio Samaranch, sofreu críticas pesadas, hoje, da imprensa norte-americana e japonesa. O "The New York Times", em editorial intitulado Derrubem o patriarca olímpico, considera que a expulsão proposta de seis membros do COI é uma tentativa de esconder a real dimensão do escândalo de corrupção que envolve a entidade. "Desde que o suborno infestou, diante de seus olhos, as eleições das sedes olímpicas, (Samaranch) não pode ter credibilidade para supervisionar uma limpeza", diz o jornal. "O COI é antidemocrático, segredista e irresponsável."
As críticas vêm, também, de jornais japoneses e europeus, além de dirigentes de cidades envolvidas nas mais recentes escolhas de sedes olímpicas. Até o prefeito de Sydney, Frank Sator, fez um duro ataque à instituição. Mas Samaranch parece imperturbável. "Estamos no meio da tormenta e o capitão não pode abandonar o barco", afirma o dirigente. "Deixarei o COI quando achar que não tenho mais o apoio do comitê executivo."
Derrotados Enquanto Samaranch faz o que pode para permanecer no cargo, as cidades derrotadas nas últimas escolhas de sedes olímpicas começam a fazer as contas do seu prejuízo. Além de Pequim e Manchester a cidade inglesa está pleiteando uma indenização do COI por ter investido em uma concorrência aparentemente desleal , Berlim manifestou-se hoje.
A deputada Judith Demba, do Partido Verde, revelou que a cidade pagou mais de US$ 1 milhão pelas estadias, transporte e mordomias de 56 membros do COI, quando estava em campanha pela Olimpíada de 2000. O relatório organizado pelo partido foi mandado ontem mesmo a Lausanne, para ser incorporado às investigações realizadas na Suíça. Além do dinheiro gasto com membros da entidade, a cidade investiu US$ 38 milhões na candidatura.





