Samantha entrou no carro e foi rendida com faca
James Alberti
De Curitiba
Para atrair a vítima, o mecânico Antônio da Costa Júnior usou de um artifício. Conhecido da família de Samantha, ele foi à casa 1.326 da Rua João Ângelo Cordeiro, centro de São José dos Pinhais, e pediu ajuda para ela. Disse que sua namorada estava tendo uma hemorragia e precisava ser levada ao hospital. Sem duvidar, a comerciante entrou no carro e foi à casa do acusado, onde foi rendida com uma faca.
Segundo Patrícia Fonseca, a irmã da vítima, mecânico pôs a faca no pescoço de Samantha e a obrigou a entrar no porta-malas do Corsa. Com esse carro, que pertence a Patrícia, Costa Júnior rumou para Sapopema, Norte do Estado, onde Samantha foi mantida em cativeiro. No caminho, ele teria feito as ligações para a casa da vítima. As ligações foram atendidas por Patrícia. Ela diz que a voz da pessoa que exigiu o resgate de R$ 15 mil não era a de Costa. Há mais pessoas envolvidas, garante.
Os dois telefonemas foram feitos de Ventania, às 24h30 de segunda-feira, e de São Jerônimo da Serra, às 9h30 de terça-feira. As duas cidades ficam no trajeto feito para levar Samantha ao cativeiro. O trabalho de identificação das ligações foi facilitado porque a família de Samantha tem identificador de chamadas nos telefones fixos.
Conforme Patrícia, o sequestro foi planejado durante, pelo menos, uma semana. Foi quando ela reviu Costa Júnior, que deixou de morar com as irmãs numa casa vizinha à da família Fonseca. Ligações feitas para a casa da vítima, a partir de telefones públicos de São José dos Pinhais durante a última segunda-feira, são vistas agora como peças para montagem do crime.





