Havana, 15 (AE-ANSA)- O salvadorenho Otto René Rodríguez Llerena, de 40 anos, confessou nesta segunda-feira (15) perante o tribunal de província de Havana que cobrou US$ 1.200 por um atentado com explosivos contra o Hotel Melía Cohiba, em 4 de agosto de 1997, e por ter introduzido 1.519 gramas de explosivo plástico em 10 de junho de 1998 para utilizá-los em "objetivos agrícolas".
Na audiência do juízo iniciado hoje no tribunal presidido por Plácido Batista, o promotor Enrique Nuñez solicitou 30 anos de prisão para Rodríguez Llerena, enquanto o advogado de defesa, Alberto Pavón, apelou à "cooperação do acusado" e pediu a sanção mínima contemplada pelo código penal vigente para estes casos, de 10 anos de reclusão.
"Vemos o juízo com otimismo. Estou convencido de que a justiça cubana se aprofundará no caso e verá a face humana de meu filho, que colaborou com as autoridades ao dizer toda a verdade de forma espontânea e também tem o direito a moldar-se e regenerar-se", declarou à Ansa Otto Rodríguez Bonilla, pai do acusado.
Também assistiram hoje ao juízo Lidia de Rodríguez, madrasta do acusado, e seus irmãos David e Mauricio, de 24 e 38 anos, respectivamente.
"Confesso-me culpado, primeiro perante o povo cubano e perante minha família, pelos atos cometidos por mim que não estão à altura de nenhum princípio social nem moral, atos repudiáveis que não têm nem terão nenhuma justificativa. Quero suplicar perdão ao povo e à sociedade cubana por esta ação tão infame que cometi", declarou Rodríguez ao tribunal.

mockup