São Paulo, 22 (AE) - O vereador Salim Curiati Júnior (PPB) desmentiu hoje as declarações da vereadora Maria Helena (PL) de que ele a teria procurado há 15 dias para prestar solidariedade e criticar a atuação da Polícia Civil e do Ministério Público. Segundo Curiati, os dois vinham trocando apenas cumprimentos nos corredores da Câmara. "Nunca fui ao gabinete dela e nem tivemos uma conversa mais demorada".
O vereador negou saber, como disse Maria Helena, de uma "orquestração" para derrubá-la. "Desconheço essa história e acho que ela disse isso num momento de desespero". "Estranheza" - Este ano, os dois integraram a Comissão Processante que decidiu cassar a vereadora Maeli Vergniano (PPB). Com a cassação, Curiati disse ter sentido "estranheza" no relacionamento com a colega. O vereador afirmou que, em agosto, começou a receber avisos de que sua vida estaria em perigo. Curiati também passou a receber telefonemas de um estelionatário, Fabiano Leite Sá Lima, que queria receber dinheiro para indicar quem eram os autores das ameaças.
Acionada por Curiati, a polícia prendeu Lima. Em depoimento, o estelionatário afirmou ter agido a mando da vereadora. Curiati disse que, por esse episódio, a colega passou a acreditar que ele tivesse se aliado à polícia e ao Ministério Público para prejudicá-la. "Passei por momento difíceis, fui ameaçado por pessoas ligadas à máfia dos fiscais", afirmou, negando ter denunciado a vereadora. "Não tenho culpa de o chantagista preso tê-la incriminado".

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