Termina hoje o prazo dado pelo Ministério Público Federal ao reitor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Carlos Antunes dos Santos, para pagar os 2.050 funcionários técnico-administrativos do Hospital de Clínicas (HC), que estão em greve desde a última quarta-feira. O procurador da República, Fernando José Araújo Ferreira, disse, na sexta-feira, que se o pagamento for efetuado e os funcionários continuarem mobilizados, são eles que vão sofrer as penalizações.
O Ministério da Educação liberou na última quarta-feira R$ 42 milhões para o pagamento dos salários de 23 hospitais universitários federais e garantiu que eles receberão até às 12 horas de hoje. Segundo a assessoria do ministério, as folhas de setembro já foram liberadas. Outras 20 universidades deverão pagar os funcionários dos hospitais até amanhã, sob o risco dos seus dirigentes serem questionados na justiça pelo governo federal.
Os servidores públicos em greve tiveram os salários de setembro bloqueados. O governo federal autorizou apenas o pagamento dos servidores inativos das 50 universidades que aderiram ao movimento. Os R$ 42 milhões servirão para pagar 28,3 mil servidores dos hospitais universitários, procuradores e funcionários cedidos de outros órgãos federais.
Na sexta-feira, o reitor da UFPR afirmou que seria impossível efetuar o pagamento hoje, porque os funcionários que elaboram a folha de pagamento estão em greve. Segundo o procurador, o Ministério Público repassou a responsabilidade pela operacionalização da folha de pagamento à reitoria.
Ainda na sexta-feira, o Sinditest (sindicato que representa os servidores do HC) garantiu que os servidores só vão voltar ao trabalho quando os salários estiverem depositados em suas contas bancárias. Ontem a Folha tentou contato com a assessoria de imprensa do HC e com o Sinditest, mas não obteve retorno.
Funcionários do hospital informaram ontem o atendimento era garantido apenas para os 216 pacientes que continuavam internados. Outros hospitais da cidade, como o Cajuru, o Evangélico e o Hospital do Trabalhador estão absorvendo os pacientes do HC. ''As pessoas já estão conscientes e não estão vindo até aqui'', contou um funcionário do HC.
(Com Agência Estado)

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