Salário de R$ 160 vai gerar despesa de R$ 6,4 bi para a previdência
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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2000
Por Liliana Lavoratti 
Brasília, 25 (AE) - A proposta do PSDB de elevar o salário mínimo dos atuais R$ 136 para R$ 160 vai custar aos cofres da Previdência Social R$ 6,4 bilhões em 12 meses, incluindo ainda o aumento de 7% para os demais benefícios previdenciários. Essa despesa é R$ 1,4 bilhão superior ao impacto estimado nas contas do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) - um montante de R$ 5 bilhões, calculado pela equipe econômica, para conceder o mínimo de R$ 150.
Parte desse acréscimo nas despesas da Previdência Social já está prevista na proposta do Orçamento da União para este ano, em tramitação no Congresso. Há divergência sobre esses números. O Ministério da Previdência Social calcula que a elevação do salário mínimo para R$ 150 e a correção de 7% - o equivalente à inflação desde maio passado - nos demais benefícios aumentaria as despesas do INSS em mais R$ 3 bilhões anuais.
Numa reunião ocorrida ontem (24) no Palácio da Alvorada, o presidente Fernando Henrique Cardoso autorizou o líder do PSDB na Câmara, Aécio Neves (MG), a buscar condições para a elevação do salário mínimo a R$ 160. O presidente , no entanto, não se comprometeu com esse valor, que vai depender das fontes de receita para pagá-lo.
A equipe econômica ainda hoje não admitia ultrapassar o valor de R$ 150. Porém, interlocutores políticos do presidente Fernando Henrique acreditavam que o mínimo poderia ficar entre a proposta da equipe econômica e a alternativa tucana.
"Não há uma posição fechada, todas as propostas plausíveis de análise estão em discussão", disse um ministro, descartando completamente a hipótese do mínimo de US$ 100 (R$ 177 segundo o câmbio do dia em que foi feita a proposta pelo PFL). O novo mínimo poderá ser anunciado em meados de março.


