Saída temporária vai beneficiar 150 presos do semiaberto
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sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
Celso Felizardo<br>Reportagem Local 
Londrina Cerca de 150 presos do regime semiaberto devem ser beneficiados com a saída temporária neste fim de ano em Londrina. De acordo com o diretor do Centro de Reintegração Social (Creslon), Reginaldo Peixoto, a unidade da zona leste abriga 200 presos, mas 50 não atendem aos pré-requisitos exigidos como, por exemplo, ter permanência mínima de 90 dias na prisão. A saída foi dividida em dois grupos de 75 presos.
Os primeiros detentos, que vão passar o Natal com as famílias, já saíram na segunda-feira e têm até o dia 26 para retornar. Os outros saem no dia 27 e devem retornar no dia 7 de janeiro.
Peixoto explicou que para acumular os 11 dias no período de festas, os presos deixam de sair em novembro e antecipam a saída de janeiro. Durante a saída, os presos devem se recolher até as 22 horas, não podem ingerir bebida alcoólica ou se envolver em práticas delituosas.
No ano passado, dos 96 presos beneficiados com a saída temporária, apenas três não retornaram. Peixoto explicou que a evasão é baixa, uma vez que quando recapturado o preso tem regressão de pena e volta para o regime fechado. "Hoje as vagas de semiaberto no Estado são limitadas, então eles pensam duas vezes e retornam, pois aqui têm a liberdade de sair trabalhar e voltar apenas para dormir", explicou.
A maioria dos detentos que pernoita nas 21 celas do Creslon tem bom comportamento, segundo o agente penitenciário Valdecir de Souza Godoi. "Eles trabalham principalmente na construção civil e retornam para cá. O clima é tranquilo. Há o desejo de ressocialização, as famílias cobram muito deles", contou. O preso Hudson Rafael da Silva, de 26 anos, não vê a hora de passar o Ano-novo com a família. "Vou comemorar bastante, pois esse ano que chega vai ser de mudanças", disse.
O Creslon é a única unidade prisional do sistema semiaberto de Londrina e uma das seis do Paraná. O prédio passa por ampliações e, em 2014, mais cem vagas devem ser abertas. Os próprios presos conduzem as obras, sob a supervisão de engenheiros do Estado. "É um modelo que vem mostrando resultados. Não há tensão e rebeliões como nas prisões tradicionais", comparou Godoi.


