Eleitores do País foram às urnas para eleger os representantes dos conselhos tutelares neste domingo (6). Em Londrina, a votação foi marcada pela confusão quanto aos locais de voto. Foram definidos os nomes dos 25 novos conselheiros titulares e os subsequentes 25 colocados como suplentes para os órgãos.

Imagem ilustrativa da imagem Saiba quem são os 25 conselheiros tutelares mais votados de Londrina
| Foto: Gustavo Carneiro


Dos 75 candidatos, foram eleitos: Naara Greco; Nathalie Lopes "Nathi"; Elen Luz; Edineira Valim; Karen Kauana; Izabela Aranega; Marcia Moura; Fernanda Oliveira; Josi Projeto Vista Bela; Gessica Lino; Patricia Oliveira; Carla Gimenez; Gabi Molina; Marcia Aljarilla Ferreira; Rosangela Mendes; Marcilei Ferro Belchior; Patricia Mafalda; Patricia Cocatto; Danielle Crude; Márcia Brambila; Mestre Vagão; Cristiane Kawa; Gercy Maculelê; Brigida e Ana Walichek.


Os 25 suplentes são: Meire Monteiro; Maria Cristina Silva; Edilson Marques; Fábio Dutra; Wesley Estevam; Odete Almeida; Alvelina Tatiane; Yaffa Dantas; Marcelo Nascimento; Verônica; Bruna Fonseca; Regina Iwamoto; Suelen Lopes dos Santos; Fabiana Bolsok; Sérgio Valentim; Lucas Wellington; Francesco Barboni; Manu; Wanderley Teixeira; Erson; Dani Parra; Danilo Mendonça; Eunice Lamim; Professora Tatiane e Eduarda Damasceno.

O mandato começa em janeiro do próximo ano e termina em janeiro de 2024. Diferentemente das eleições gerais, a votação para o Conselho é facultativa. Qualquer cidadão que ajustou sua situação com a Justiça Eleitoral até 28 de junho, quando foi fechado o cadastro eleitoral para o pleito, pôde votar. Cabe ao Conselho Tutelar zelar pelo cumprimento dos direitos presentes no ECA (Estatuto da Criança e Adolescente). Os conselheiros são eleitos a cada quatro anos e são remunerados pelo Município.

Embora Londrina tenha 357 mil eleitores aptos, participaram da eleição do Conselho Tutelar 11.763 votantes. Mesmo não sendo obrigatória, a votação teve 56 votos nulos e 15 brancos. Foram 73 locais de votação espalhados pela cidade e zona rural. As urnas eletrônicas foram cedidas pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral).

Os eleitores chegaram a formar uma pequena fila para votar na Escola Municipal Arthur Thomas, no centro. Perto das 16h, 124 pessoas tinham votado. Quem nunca tinha votado para o Conselho Tutelar, afirmou à reportagem que o fez por afinidade com algum candidato ou indicação de pessoas próximas. Dos antigos membros do Conselho Tutelar, apenas dois não tentaram a reeleição, permitida pela primeira vez na história do órgão.

Tatiane Santos, no apoio técnico da eleição, disse que a principal dificuldade dos eleitores foi a identificação dos seus locais de voto, que não eram os mesmos das eleições gerais. “Não foi bem divulgado. Se minha vizinha não tivesse me falado, eu nem saberia dessa eleição”, criticou Marina Okuzono, 58, enquanto esperava para votar no CMEI (Centro Municipal de Educação Infantil) Valéria Veronesi.

Na Supercreche, duas seções estavam ativas. Lá, uma hora antes do fechamento das urnas, 254 pessoas tinham votado. A responsável pelo prédio da SuperCreche, Patrícia Ribeiro, relatou que alguns votantes, ao perceberem que o local de votação não era o esperado, deixavam de votar porque a seção era longe.

"Os mesários estavam bem preparados. A dificuldade foi da logística mesmo, porque é uma eleição diferenciada. A grande reclamação dos eleitores foi que a votação se deu em escolas municipais, diferentes locais da votação usual. Esse foi o maior problema que tivemos", ressaltou a presidente do Conselho Municipal da Criança e Adolescente, Rejane Tavares.

A eleição teve menos votantes do que a última em 2015, segundo Tavares. Naquele ano foram 17 mil eleitores, aproximadamente. "Apesar de termos mais candidatos, tivemos menos eleitores", lamentou.

Professora da rede estadual, Mara Oliveira, 55, disse que costuma votar nas eleições para o Conselho. “É importante porque eles trabalham conosco na rede de proteção de crianças e adolescentes. Agora as igrejas estão lançando candidatos, mas o Estado é laico e o Conselho é laico. Precisamos de alguém que siga o ECA acima de preceitos religiosos”.

APURAÇÃO

Para a apuração, a Câmara Municipal encheu com os cidadãos que vieram acompanhar a transmissão ao vivo, que contou com suscetivas falhas de mídia. A apuração atrasou cerca de 40 minutos por conta da demora para as urnas chegarem ao TRE. O resultado da eleição é oficial, mas ainda não é o definitivo. Nesta segunda-feira (7) o Ministério Público analisa denúncias para impugnações.

O RH (Recursos Humanos) do CMDCA (Conselho Municipal da Criança e Adolescente) também avaliará as denúncias para impugnações. Ainda que a comissão eleitoral tenha divulgado o resultado, ele ainda é passível de impugnação, ou seja, é possível que quem não esteja entre os 25 primeiros, consiga o cargo. As denúncias de fraude como transporte de eleitores e boca de urna foram recebidas pela fiscalização do RH e da Guarda Municipal, como conta Tavares.

Além disso, nem todas as candidaturas dessa eleição estavam aptas. "Vamos analisar todos os cargos e impugnar todos que foram necessários. São dois dias para a comissão eleitoral analisar a questão da boca de urna junto do Ministério Público. Temos três nomes que estão em liminares judiciais, que não passaram na avaliação psicológica".



Quem teve problemas com os locais de votação ou outras situações pode reportar ao Ministério Público, nas Promotorias de Justiça com atribuição na área da criança e adolescente. Em Londrina, fazem parte a 10ª, a 22ª e a 27ª promotorias.

mockup