'Saia justa' na abertura da reunião
Curitiba- O anfitrião da 3Reunião das Partes do Protocolo de Cartagena sobre Biossegurança (MOP-3), iniciada, ontem, em Curitiba, recepcionou os representantes dos outros 131 países membros em uma situação desconfortável. Isso, por não ter uma posição definida sobre um dos principais pontos da discussão: a identificação de cargas de Organismos Vivos Modificados (OVMs) nas movimentações transfronteiriças.
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, não participou da abertura da MOP-3, pois teria sido chamada às pressas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, justamente, para discutir a falta de consenso, entre ministérios, sobre a posição do governo brasileiro.
Para contrabalancear a falta de posicionamento do governo federal, o governador Roberto Requião (PMDB), deixou claro em seu discurso a intransigência do Paraná em relação aos OVMs, em especial, à soja transgênica. ''O 'pode conter' é uma medida contra a ecologia e os interesses nacionais do povo que representamos'', disparou.
Para os que defendem a expressão ''pode conter OVMs'', o detalhamento das informações sobre o material genético em determinado produto geraria custos desnecessários, pois não há comprovação científica de danos à biodiversidade e à saúde humana. Já os que defendem a informação precisa apontam os riscos da ''contaminação'' do meio ambiente e o direito das sociedades de optarem por produtos transgênicos ou não.(Andréa Lombardo)





