Safra de caféd everá receber R$ 200 milhões do governo
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segunda-feira, 02 de agosto de 1999
Por Mariângela Herédia 
Brasília, 03 (AE) - O governo deverá liberar até R$ 200 milhões para financiar a comercialização da safra de café. Os recursos virão do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) e serão autorizados por voto do Conselho Monetário Nacional (CMN), que poderá ser aprovado "ad referendum" segundo parlamentares da bancada ruralista. Eles informaram que, até a liberação dos recursos, o Banco do Brasil deverá conceder um prazo de espera para os cafeicultores pagarem a primeira parcela de 8% dos débitos totais de R$ 150 milhões vencida no dia 31.
Deputados da bancada ruralista que estiveram com o ministro da Agricultura, Pratini de Moraes, criticaram a demora na liberação dos recursos do Funcafé para a comercialização da safra, em consequência das mudanças na estrutura dos Ministérios promovidas pelo governo. Toda a política de café que vinha sendo conduzida pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio agora está subordinada ao Ministério da Agricultura.
"O Funcafé tem R$ 402 milhões em caixa e os empréstimos para a comercialização da safra representam uma operação normal que já deveria ter sido autorizada", disse o deputado Silas Brasileiro (PMDB-MG).
Segundo os deputados Carlos Melles (PFL-MG) e Carlos Mosconi (PSDB-MG), o ministro Pratini de Moraes concordou com a liberação dos recursos para a comercialização e a expectativa dos parlamentares é que o voto seja aprovado ainda hoje. A proposta do voto prevê um prazo de 180 dias para o pagamento dos empréstimos e um preço de referência de R$ 70 para a saca de café, mas os parlamentares tentam elevar o valor para R$ 100 por saca. Outro motivo que está atrasando a prorrogação do pagamento da parcela dos débitos dos cafeicultores pelo Banco do Brasil, segundo os deputados, é o afastamento do diretor de crédito rural, Ricardo Conceição. Quem está respondendo pela diretoria no BB é o superintendente da Unidade Estratégica de Negócios Rurais, Biramar Nunes.
Ele disse há pouco à Agência Estado que aguarda orientação do Ministério da Fazenda para repassar às agências do BB sobre o prazo de espera que será dado aos cafeicultores para o pagamento da primeira parcela dos débitos.


