Sacoleiros voltam a protestar em Foz
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quinta-feira, 13 de novembro de 2003
Agência Estado 
Curitiba - Policiais rodoviários federais e sacoleiros voltaram a se enfrentar, na manhã de ontem, na região da Ponte da Amizade, que liga o Brasil ao Paraguai, em Foz do Iguaçu. Durante os protestos, os sacoleiros tentaram fechar a BR-277, que dá acesso ao Paraguai, e colocaram pneus incendiados e blocos de concreto na pista. Os policiais responderam com balas antimotim e gás de efeito moral, dispersando-os. Ninguém ficou ferido.
Terça-feira, os sacoleiros protestaram contra a aumento da fiscalização pelos policiais rodoviários, pela Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT) e pela Receita Federal sobre os ônibus e carros particulares que se dirigem ao país vizinho para fazer compras. Desde segunda-feira, quando a operação começou, oito pessoas foram levadas à Polícia Federal para fazer o termo circunstanciado, devido à resistência no cumprimento de ordem policial, e 38 ônibus foram retidos.
Ontem, o número de sacoleiros foi menor na cidade, em razão da divulgação sobre a operação, mas muitos permanecem em Foz, em razão da retenção de ônibus.
O coordenador da operação Clandestino 2, Iraci Gehrke Huy, disse que aproximadamente 200 pessoas estão envolvidas, das quais mais de 100 são policiais rodoviários federais. Eles se deslocaram para Foz do Iguaçu de várias regiões do País para combater os roubos na região da ponte.
Com esse contingente também foi acentuada a fiscalização nos veículos que se dirigem e que saem do Paraguai. Todos os que estão com documentação irregular ou que não têm a lista completa de passageiros são retidos até que a situação se regularize.
No retorno do Paraguai, os fiscais da Receita Federal estão parando todos os carros, inclusive vans e automóveis, que normalmente são fiscalizados por amostragem. Mercadorias em valor que ultrapassa os US$ 150 permitidos por lei são retidas.
Os sacoleiros alegam que não têm emprego fixo e precisam servir-se desse expediente para sobreviver. ''Eles podem trabalhar, mas dentro da lei'', afirmou Huy. A operação está sendo realizada em vários municípios de Santa Catarina, além de Ourinhos (SP) e nas cidades de Guarapuava, Cascavel, Medianeira e Foz do Iguaçu.


