Sabotagem na Embraer vai parar na Justiça
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 01 de dezembro de 1999
Por Julio Ottoboni 
São José dos Campos, SP, 01 (AE) - O caso de sabotagem em dois aviões da Embraer deve parar na Justiça. A direção do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos informou hoje que processará o diretor-regional do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), Felipe Cury, por danos morais. Segundo os sindicalistas, Cury teria apontado publicamente a entidade, os partidos PSTU e PT e a CUT como os possíveis mentores da sabotagem. A indenização pretendida é de R$ 1 milhão.
O presidente do sindicato e membro do PSTU, Antonio Donizete Ferreira, rechaçou com veemência qualquer ligação com o episódio ocorrido na Embraer. Ele afirmou que o dirigente do Ciesp foi irresponsável, provocando sérios danos à imagem da empresa, principalmente no exterior. O caso da sabotagem veio a conhecimento público depois que Cury tocou no assunto num dos painéis do Seminário de Comércio Exterior, semana passada em São José dos Campos.
O dirigente do Ciesp desmente o fato e diz que nunca apontou nenhum responsável pelo ato criminoso. Cury explicou que sua intervenção no seminário se limitou a mostrar que na época da privatização vários grupos políticos e classistas se opunham a desestatização.
A deputada federal Angela Guadagnin (PT) recebeu há 15 dias uma carta do presidente do Embraer, Maurício Botelho, na qual confirma o ato de sabotagem dentro da fábrica. A deputada manteve a informação sob sigilo, preocupada com sua a gravidade. Ela criticou a atitude do dirigente e pretende processá-lo.


