São Paulo, 10 (AE) - A ordem de serviço para a despoluição definitiva do lago do Ibirapuera, usando uma nova tecnologia, será assinada domingo de manhã pelo secretário estadual de Recursos Hídricos, Antonio Carlos Mendes Thame. O processo a ser usado pela Companhia de Saneamento Básico do Estado (Sabesp), encarregada da limpeza, é o de flotação, semelhante ao empregado para limpar piscinas. Produtos químicos serão lançados à água para aglutinar partículas poluentes.
Ao contrário do que ocorre nas piscinas, nas quais a sujeira afunda, a injeção de uma nuvem de microbolhas de oxigênio na água fará com que os flóculos com poluentes passem a boiar. Eles então serão naturalmente empurrados pelo vento para a margem, onde uma draga coletora cuidará da remoção. "O lodo orgânico misturado aos produtos químicos será então bombeado para o coletor-tronco do Ibirapuera", explicou Mendes Thame. De lá, o composto segue para a Estação de Tratamento de Barueri, onde será tratado e separado da água, que, uma vez livre de 90% dos poluentes, vai ser lançada no Rio Tietê. Ligação clandestina - "A causa da poluição do lago são esgotos clandestinos ligados à rede de águas pluviais de Vila Mariana, de onde vem o Córrego do Sapateiro", disse o secretário. Há alguns anos a Sabesp conseguiu eliminar a poluição industrial do córrego. O mesmo não ocorreu com a residencial, pois seria preciso vistoriar casa por casa, ou então lançar anilina na água servida de cada residência, para verificar se há ligação clandestina.
Na impossibilidade de eliminar o esgoto residencial a curto prazo, a secretaria optou pela despoluição da água que chega ao Ibirapuera. Montou, então, a estação de recuperação das águas do Córrego do Sapateiro.

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