São Paulo, 25 (AE) - Hoje, por volta das 21 horas, equipes da Sabesp encontraram o corpo de Jackson Lopes da Silva, de 25 anos. Estava numa tubulação da rede na Rua das Rolinhas, a dois quilômetros do Reservatório Jaraguá, na Vila dos Encontros. Foram abertas 19 valas em ruas próximas, para que técnicos pudessem pesquisar toda a tubulação.
No meio da tarde, o trabalho foi intensificado na Rua Jorge Rubens Neiva de Camargo, que fica do lado oposto à Rua dos Comissários, onde o corpo de Tiago Prado Correia, de 15 anos, foi achado, ontem. Os rapazes haviam desaparecido domingo, quando nadavam no reservatório.
A Sabesp já iniciou a desinfecção com cloro da rede de distribuição de água. Pela manhã, foram lacrados os hidrantes de prédios e casas. As pessoas foram avisadas que não poderiam abrir os registros para usar a água, cheia de cloro.
Segundo a química Clara Campos, gerente de controle da qualidade da água da zona sul, primeiro seria desinfectada a torre onde os garotos nadavam.
Na caixa-dágua e na tubulação foi colocado cloro ativo na proporção de 200 miligramas por litro. "A água da rede tem de 0 2 a 1 miligrama", explicou. "Isso é o cloro residual que dá um grau de potabilidade à água da torneira." De acordo com a química, a Sabesp está colocando 200 vezes mais cloro. "É o suficiente para matar todos os vírus e bactérias, para esterilizar a água."
A água com cloro vai percorrer todo o percurso - de cerca de 800 metros - onde o primeiro corpo foi encontrado. Cada registro da adutora maior, que distribui água para as residências, foi fechado. Os registros das casas também. Clara não acredita que alguém possa beber água com essa quantidade de cloro. "É insuportável", disse. "Seria como beber água de piscina com dezenas de vezes mais cloro."

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