Sabedoria milenar evita tropeços
A comerciante paulista, radicada em Curitiba, Francisca Kubota, de 60 anos, sofre de artrose no fêmur e nos dois joelhos, o que já lhe rendeu alguns tropeços e quedas indesejáveis. 'Eu não podia caminhar, tinha uma vida limitada. O Tai Chi me ajuda a enfrentar uma rotina de 12 horas de trabalho em pé. Nunca mais caí, nem tropecei'', diz.
Outra adepta, Maria Aparecida Arruda, de 67 anos descobriu o Tai Chi Chuan há 13. Quando sentiu os benefícios optou por aprofundar a prática e a teoria sobre os conceitos da arte milenar chinesa e em 2001 iniciou como mestre. Ela garante que, com três meses de aula, o aluno já percebe a melhora na qualidade de vida, firmeza, memória, disposição, concentração e percepção do ambiente.
Maria Aparecida detalha: ''Antes de iniciar com as aulas os alunos queixam-se de quedas e após algumas semanas de exercícios passam a ver que esses eventos não ocorrem mais. O Tai Chi dá segurança em se locomover, ensina que devemos tirar um pé do chão quando o outro estiver bem firme, treinamos essa firmeza com a terra. Aprendemos a olhar pra frente, conhecer nosso corpo, concentrar-nos e fazer uso dos sentidos.''
Segundo dados da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, as quedas são as principais causas de acidentes fatais em pessoas com mais de 65 anos. Estima-se que 30% das pessoas acima dessa faixa etária caem ao menos uma vez por ano no Brasil. Entre os maiores de 75 anos, as quedas são responsáveis por 70% dos acidentes e óbitos.(A.F.)





