IMUNIZAÇÃO -

Sábado é dia de vacinar contra o sarampo

Todas as unidades básicas de saúde estarão abertas das 8h às 14h para a vacinação da tríplice viral; jovens de 20 a 29 anos são o público-alvo em todo o Paraná e podem se vacinar gratuitamente até 13 de março

Micaela Orikasa - Grupo Folha
Micaela Orikasa - Grupo Folha

Neste sábado (15), todas as UBSs (Unidades Básicas de Saúde) em Londrina atenderão em horário especial, das 8h às 14h, para vacinar toda a população contra o sarampo. A ação integra a Campanha Nacional lançada na segunda-feira (10) pelo Ministério da Saúde.  

Ao todo, serão 1.750 salas de vacina em todo o Paraná e 1,5 milhão de doses estão disponíveis
Ao todo, serão 1.750 salas de vacina em todo o Paraná e 1,5 milhão de doses estão disponíveis | Márcio Melo/Folhapress
 


Diferente de outros estados, o Paraná adotou uma estratégia para atingir a cobertura vacinal ideal (95%) na população que vem sendo mais acometida pela doença. São os jovens entre 20 e 29 anos. O último boletim epidemiológico publicado na quinta (13) pela Sesa (Secretaria de Saúde) confirmou que 850 pessoas já receberam a confirmação do diagnóstico de sarampo no Estado.  




Destas, 447 têm idade entre 20 e 29 anos, 219 estão na faixa de 10 a 19 anos, 94 registros entre 30 e 39 anos, 46 são pessoas na faixa de idade acima dos 40 anos e 44 pacientes confirmados com menos de 10 anos. 


Em Curitiba são 508 confirmações e, considerando mais 19 cidades da região metropolitana, o número de casos é de 765, ou seja, 90% dos pacientes estão concentrados na região da capital paranaense.  


Segundo o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, que esteve em Londrina conversando com a FOLHA, “ao longo do tempo, 20% da população não tomou a vacina e por isso que temos agora no Paraná, 600 mil pessoas entre 20 e 29 anos que têm que tomar a vacina”, disse.  


Ao todo, serão 1.750 salas de vacina em todo o Paraná e 1,5 milhão de doses estão disponíveis. “O sarampo é de alto contágio. Você respira em um ambiente e pode ser que fique doente se houver uma pessoa com o vírus. Então, queremos chamar a atenção de todos.  


Londrina possui um estoque de cem mil doses da vacina e a estimativa é de que 91 mil londrinenses estejam na faixa etária prioritária. “Se atingirmos a meta de 95% desse público, teremos o apoio do Estado para o envio de mais doses”, disse o secretário municipal de Saúde, Felippe Machado. 


Em 2019, o município registrou oito casos de sarampo após ter ficado duas décadas sem o registro da doença, e neste início de 2020, já se tem uma suspeita. De acordo com a diretora de Vigilância em Saúde, Sônia Fernandes, trata-se de uma mulher de 45 anos que não tinha vacinação prévia. 


De acordo com a Sesa, a dose zero deve ser aplicada em crianças entre seis e onze meses. A dose número 1, aos 12 meses de vida com a vacina tríplice viral, e a dose 2, aos 15 meses com a vacina tetra viral (que previne sarampo, rubéola, caxumba e varicela/catapora).  


A população com até 29 anos deve receber ao menos duas doses da vacina. E para as pessoas que estão no grupo com idade entre 30 e 49 anos basta ter o registro de uma dose são consideradas vacinadas.  


Acima dos 50 anos, a vacina é indicada apenas nos casos de bloqueio vacinal após a exposição com casos de suspeita da doença ou confirmados. Mulheres que estão amamentando podem ser vacinadas. E aquelas que desejam engravidar, devem aguardar no mínimo 30 dias após receber a dose da vacina.  


Os profissionais da área da saúde devem ser vacinados com as duas doses da tríplice viral em qualquer faixa etária, independente se atuam na atenção primária, secundária ou terciária. 


Já as pessoas com a imunidade baixa, mulheres grávidas e menores de seis meses de idade não devem tomar a vacina. Na dúvida, procure um serviço de saúde.  

MORTE


A primeira morte por sarampo confirmada no estado do Rio de Janeiro, em 20 anos, ocorreu em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, região que registra o maior número de casos no estado. A vítima foi um bebê de 8 meses que vivia no abrigo Santa Bárbara, local que recebe crianças em situação de vulnerabilidade social. 


Segundo a Secretaria de Estado da Saúde do Rio, o bebê deu entrada no Hospital Geral de Nova Iguaçu no dia 22 de dezembro, com quadro de pneumonia, e morreu no dia 6 de janeiro. A confirmação da doença foi feita em duas análises de amostras do sangue e divulgada na noite de quinta (13). (Com Agência Brasil)

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