Linha Naranjal
No clima tenso entre paraguaios e brasileiros da fronteira da região de Foz do Iguaçu pode reviver um dos mais antigos sistemas de defesa do Exército Nacional, a chamada Linha Naranjal, uma linha reta entre Paranhos, no Mato Grosso do Sul, e Corpus na Argentina.
É a extensa área, em território paraguaio, onde se concentra a maioria dos brasiguaios, os brasileiros que detém grandes fazendas de produção de soja e estão inquietos com a vitória do bispo de esquerda, Fernando Lugo, para a presidência do Paraguai.

Segurança
A linha Naranjal já é assunto corrente tanto em Foz do Iguaçu como em Ciudad Del Leste,no Paraguai, e vem na esteira da Operação Fronteira Sul, que o Exército Brasileiro mantém para garantir a segurança da Itaipu Binacional.
Em função disso, helicópteros, veículos militares e movimentação de tropas são corriqueiros na região. Só este contingente militar, cálculos indicam, levaria menos de cinco horas para ocupar toda a região da Linha Naranjal, onde o Paraguai só conta com um Batalhão de Cavalaria.

Americanos
Pra tensionar ainda mais o clima fronteiriço, nesta mesma área está instalada a base militar norte- americana que, como se sabe, não tem lá grande simpatia por bispos de esquerda da América Latina.

Com a pulga...
É claro que uma operação destas dificilmente seria realizada antes de se esgotarem todas as negociações diplomáticas entre países amigos. E boatos de área de fronteira sempre exageram na dose.

... atrás da orelha
Mas, habituados a lidar com estas circunstâncias especiais, prefeitos, vereadores e candidatos às próximas eleições nas cidades brasileiras ao longo de toda a fronteira (Foz do Iguaçu, Santa Terezinha de Itaipu, São Miguel do Iguaçu, Missal, Marechal e Cândido Rondon) estão de orelhas em pé. E com pulga nas próprias.

Velho fantasma
Qualquer agitação militar pode ser motivo de cancelamento das eleições de Outubro. Ou alguém pode esquecer a velha Lei de Segurança Nacional que impediu eleições em todas essas cidades durante longos e tenebrosos anos?

Álibi do ''Fofo''
Como certamente vai voltar da Alemanha entusiasmado com os ambientalistas, o governador Requião tem um álibi para a história dos investimentos da ParanáPrevidência no Banco Pactual.
André Esteves, o bilionário ''boss'' desse banco comprou, recentemente, florestas virgens para mantê-las intactas.

O que não quer calar
Por falar em Paranáprevidência, sem ofensas, duas questões: - cada servidor público desconta 10% de seus quaraminguás mensalmente para a aposentadoria. E o Governo do Estado está fazendo sua contrapartida? Há gente que fala num déficit de R$ 700 milhões.

Outra pergunta
Por que não seguir o exemplo da Fundação da Itaipu e criar um Comitê de Investimento, como fez Euclides Scalco quando dirigiu a binacional. São cinco membros, três indicados pela Diretoria, um eleito pelos servidores e outro pelos aposentados.
Não há trambique que passe pelo crivo.

Crea no Trem-bala
O Crea-PR está se dedicando a estudar o tal trem-bala entre Curitiba e São Paulo. Se fosse analisar o sistema viário da Portelinha poderia ter resultados mais efetivos.
Obra de ficção por obra de ficção, a Portelinha pelo menos a gente vê na telinha.

Um casamento no sábado
Depois de 12 anos juntos e com uma filha, Ana Beatriz, os meus mais jovens e diletos amigos, o fotógrafo Gilson Abreu e a jornalista Cynthia Calderon, se casam hoje. Com direito a vestido e grinalda de noiva, igreja adornada e festa num restaurante de Santa Felicidade. Ele se auto-intitulou ''noivo da década'' e ela escolheu um vestido branco bem rodado. Passaram as últimas semanas no maior agito, como se fossem noivos de primeira viagem. E, de fato, são.
Por se gostarem muito, e por terem a coragem de viver tão bela aventura, comovem. Hoje à noite, portanto, pausa na lida diária e (muitos) brindes com champagne!

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