Quem assume

A partir de domingo os paranaenses serão governados por um homem nascido no Sul do Paraná, advogado formado pela UFPR, de posições firmes, seco, direto e objetivo. E até pela autoridade que costuma exercer sem meias palavras, é temido por alguns de seus pares e por quase todos os subordinados.

Em viagem
Se alguém aí pensou no trigovernador Requião, o famoso ''Fofo'', errou. Quem assume o governo do Paraná durante o período em que o titular estiver viajando pela Alemanha, é o presidente do TJ, desembargador José Antônio Vidal Coelho, nascido aqui em Campo Largo, próximo a Curitiba.

Esforçado
Além do perfil sem salamaleques, Vidal Coelho é conhecido também por outra característica: fez-se por si próprio, e lutou muito pra chegar onde está.

Em reforma
Ontem, quando amigos e conhecidos procuraram a família Vidal Coelho para cumprimentar pelo cargo de governador provisório, encontraram a mulher dele, Glaci, totalmente envolvida com a reforma da cozinha.
Que acompanha passo a passo.


Assumir, jamais
Por causa da legislação eleitoral que proíbe candidaturas de parentes, esta viagem do governador Requião para a Alemanha deixou todos os príncipes na linha da sucessão estadual como aquele sujeito que, surpreendido com um porco recém-roubado nas costas, passou a gritar:
''Tirem este bicho daí, tirem este bicho daí...''


Futuro da parentada
O primeiro na linha, vice-governador Orlando Pessuti alegou problema de saúde para não assumir o governo, mas a verdade é que tem o filho, Bruno, entrando para a política e quer elegê-lo vereador em Vista Alegre, lá no Vale do Ivaí.

Cunhada
O segundo, presidente da Assembléia, Nelson Justus, tem uma cunhada chamada Evani que vai disputar a Prefeitura de Guaratuba e.
Na paródia do Brizola/Jango, seria cunhada não é parente mas, se eleita, Justus ficará contente.

Longe do cargo
É uma pena que diante de circunstâncias como estas, de resguardar o futuro político da parentada, políticos de carreira se vêem na condição de negar a honra de assumir o cargo mais importante do Paraná.
Por pouco tempo, é verdade. Mas, mesmo tão breve e efêmera, seria a honra de governar este Paranazão menos valiosa?

De butuca
Diante do fato consumado, o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, jura de pé junto que nada tem a ver com o pedido de demissão da ministra Marina Silva, do Meio Ambiente.
Mas há menos de três semanas, ele revelava, meio sem querer, que a ministra estava muito distante do presidente Lula e isolada no governo.

Sem tino
Tal comentário, vindo de um ministro cuja pasta atende pecuaristas e sojicultores, gente que não pode ver um matinho básico que já vai botando fogo, tinha um significado: no embate ministerial, Marina Silva estava sendo fritada.

Falha nossa
Se o desconfiômetro desta brava colunista falhou naquele momento, ao não ver a notícia piscando, tenta uma recuperação meia boca agora, com o leite já derramado.
Relembrar é viver. Ou se justificar.

Interesse em Antonina
Além do consórcio de empresas, Fibrapar, que quer investir R$ 200 milhões para operar os Terminais Portuários Ponta do Feliz, de Antonina, um outro grupo, do interior do Estado, pretende apresentar proposta para a compra da parte que o Fundo de Pensão Previ tem lá.

Grande negócio
O Ponta do Felix vive em crise por conta de licenças ambientais, mas é cobiçado porque com alguns investimentos poderá operar com volumes de cargas secas e líquidas de uma região que vai do Paraná até o Mato Grosso do Sul, através da Ferroeste.
Quem decide o destino do Ponta é a Administração dos Portos de Paranaguá, a Appa. E é aí que a suína começa a torcer a calda.

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