RUTH BOLOGNESE
Paraná lá
Dos quatro assuntos que dominam a mídia nacional nesta semana, caso Isabela, eleições no Paraguai, terremoto e padre-perdido-no mar, três tem a ver com o Paraná.
O que significa tudo isso?
Sem controle
Ora, são três fatos que nos dizem respeito, sim, mas tal qual sobre a Grazi Massafera, nascida e criada em Jacarezinho, já não temos a menor influência. Nem para o bem, nem para o mal.
Corpo fora
A igreja Católica, na palavra de vários bispos paranaenses, se fingiu de morta diante da irresponsabilidade anunciada do padre Adelir de Carli, que subiu aos céus amparado por balões infantis.
Seus superiores se apressaram a chamá-lo de teimoso e independente.
Nem os anjos
Bem, se nem os anjos, de quem o padre estava bem próximo, (a 5 mil metros de altitude), não mexeram um dedinho para manter os balões do padre cheios, por que é que seus colegas aqui embaixo iriam protegê-lo, não é mesmo?
Sacrifício
Mas o vôo bexiguento do padre Adelir não será em vão. Nos próximos dias, um deputado paranaense com QI acima da média (acima da média do plenário da Assembléia, diga-se), irá propor uma lei para impedir que padres subam aos céus apoiados por balões de festas de crianças.
Estados especiais
Depois da lei aprovada, padre só poderá subir aos céus do Paraná em duas circunstâncias: por conta própria, levitando sozinho, ou em estado gasoso, quer dizer, em forma de alma.
Senador perdeu
O governador Roberto Requião anda tripudiando porque o candidato apoiado pelo senador Álvaro Dias, general Lino Oviedo, perdeu a eleição presidencial paraguaia.
Faz trocadilho (infame, óbvio) entre o sobrenome do general, Oviedo, e a condição existencial do senador.
É o que o diverte.
Crise na campanha
A candidata do PT à prefeitura de Curitiba, dona Gleisi Hoffmann, promove algumas mudanças na assessoria mais próxima da campanha.
Solução
Poderia aproveitar a deixa e contratar gente com visão popular mesmo, que consiga aproximar o seu lado Marta Suplicy de ser com o jeitão da Mulher
Melancia.
Aí, vai ser o Creu!
Com um olho no peixe...
Ontem, em Curitiba, ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), recebeu, logo de manhã, a notícia de que o atual prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, do DEM, havia obtido o apoio de Orestes Quércia, do PMDB, para a reeleição.
...e outro no gato
Fiel ao estilo Picolé de Chuchu, Alckmin manteve a mesma fisionomia ao cruzar Curitiba de norte a sul e leste a oeste, levado pelo prefeito Beto Richa, colega de partido.
Parecia um lorde inglês, mas estava louco para voltar a São Paulo, agora mais certo do que nunca que os tucanos ficaram sem saída e vão ter que se agrupar no seu poleiro nas próximas eleições.
Sem futuro
Diante do objetivo inabalável que o superintendente Eduardo Requião se propôs, o de preencher de areia o Canal da Galheta até o final desta gestão, o governo do Paraná deveria mudar o nome do Porto de Paranaguá para ''Lagoa dos Patos''.
No papel de ''Patos'', todos os paranaenses de boa vontade.
Sem pão
O senador Osmar Dias alerta: o Brasil depende dos argentinos e dos canadenses para ter o pão de cada dia. Consumimos 10 milhões de toneladas de trigo e só produzimos 3 milhões, resultado do equívoco da opção brasileira pela importação.
E com o bloqueio da Argentina, agora vamos ficar sem pão e...sem brioches.
É feia a coisa.
Saúde de Rischbieter
Informam os amigos mais próximos, entre eles, o publicitário Hiram de Souza, que a saúde do ex-ministro da Fazenda, Karlos Rischbieter, 80 anos, não inspira tantos cuidados.
Novo livro
Anda tão bem que já pensa em escrever um segundo livro, na mesma linha do ''Fragmentos de Memória'', que acabou de publicar pela Travessa dos Editores.
Longa vida a Herr Karlos!
Daltônicas
De sabor brasileiro
O tio japonês adora o Brasil. Mas, mais do que o Brasil, ele gosta mesmo é da famosa Ypioca, a cachaça cearense que tem 160 anos de história.
Por causa dela, abandonou até o milenar saquê.
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