RUTH BOLOGNESE
Alegre demais
Os mais próximos estranharam o comportamento do governador Requião na visita do presidente Lula em Foz do Iguaçu. Até o colega colunista brasiliense, Cláudio Humberto, registrou o fato: estava alegre demais, dava gargalhadas, falava alto.
O que foi? O Fofo bilolou agora?
Entre a reeleição...
No afã de mostrar serviço em ano eleitoral, o prefeito Beto Richa transformou Curitiba numa cidade cheia de obras.
...e a vocação!
Na porta do convento para se tornar padre, o prefeito Nedson Micheleti transformou Londrina numa cidade cheia de buracos.
É o que dizem os jornalistas Walmor Macarini e Rose Arruda.
Poder de voto
Na verdade, a eleição em Londrina não depende tanto de buracos pelas ruas ou da vocação religiosa do atual prefeito.
O elemento definidor se chama Cinco Conjuntos, uma verdadeira cidade dentro da cidade, com 100 mil habitantes, hospital próprio, 2 shoppings e cinema.
Batalha final
É lá que o ex-prefeito Antônio Belinati joga todas as suas fichas e onde o PT investe com dedicação e Bolsa-família.
E, obviamente, onde a batalha final será travada.
COM FOTO DE RUBENS BUENO
Traição inspira?
Da série ''Governadores que pulam a cerca'': os americanos debatem se traição conjugal ajuda ou atrapalha a vida política. Aqui mesmo no Paraná temos o Rubens Bueno, líder maior do PPS, que já completou Bodas de Prata com a mesma mulher, Rose, e garante que nunca pulou nenhuma cerca.
E, coincidência ou não, Bueno vem tentando, nos últimos 30 anos, se eleger governador do Paraná ou prefeito de Curitiba. Sem sucesso.
História em reprise
O PM curitibano que, alarmado com os palavrões da peça ''O Abajur Lilás'', de Plínio Marcos, sacou o revolver em pleno Largo da Ordem, no domingo, levou a sério famosa frase do ministro de propaganda de Hitler, o sinistro Goebbels: ''sempre que ouço falar de cultura, saco meu revólver''.
E para as crianças presentes na praça, o que era mais perigoso, os palavrões ou o revólver?
Sobre Ciccílio
Ciccílio, assim mesmo, com a grafia mafiosa, ficava bem melhor ao estilo do poderoso Cecílio Rego Almeida, o maior empreiteiro que o Paraná produziu em toda a sua história e que morreu no último sábado, aos 78 anos.
Medo da ousadia
Nem a classe empresarial e nem a classe política paranaense souberam lidar com a ousadia e a maneira brusca, violenta, com que Rego Almeida impunha aos negócios.
Tanto empresários como políticos tinham medo dele. Mas os políticos aceitavam, de bom grado, as ''doações'' de campanha, feitas à esquerda e à direita pela CR Almeida.
Outro estilo
Sempre temeroso de atitudes abertas, o povo paranaense é mais chegado ao estilo Jaime Canet Junior de ser: silencioso e discreto.
Canet é mito em vida. Ciccílio, ninguém tem coragem de chamar de ''mafioso'', nem depois de morto.
Mas é o que todos pensam.
Divisão de bens
O enterro foi domingo, mas as histórias, comuns quando se trata de personagens ricos (nos dois sentidos) como o empreiteiro, já começam a pipocar.
Contam que há pouco tempo Ciccílio reuniu toda a família (6 filhos mais a ex, Rosita, e a atual, Ângela) e revelou como gostaria que sua fortuna fosse distribuída.
Protesto
Diante do quinhão maior destinado à jovem Ângela, os filhos protestaram e, como resposta, um homem enfurecido respondeu, fazendo gestos, que ela merecia já que era a principal responsável pelo prazer proporcionado na velhice dele.
É óbvio que, em se tratando do empreiteiro, cuja linguagem sempre foi recheada de palavrões referentes a sexo, os termos, e os gestos, não foram finos nem elegantes.
Daltônicas
De comparações certeiras
Outrora poderoso, o político aposentado passou a criticar tudo e todos, com visão pessimista e sem futuro.
Como dizem os gaúchos, anda mais amargo do que o primeiro mate.





