RUTH BOLOGNESE
Meu Paraná
O Paraná é um Estado onde:
1) Quem cuida da água quer recolher o lixo;
2) Quem fornece a luz quer pedagiar;
3) Quem governa só quer briga;
4) Quem legisla não quer nada com nada;
5) Quem tem parente no Governo tem tudo e
6) Quem paga o pato é o Povo!
Políticos ao entardecer
Oito biografias escritas por jornalistas e organizada pelo marqueteiro Ney Figueiredo compõem o livro ''Políticos ao Entardecer''.
Os personagens
Os personagens vão de Juscelino Kubstichek, Getulio Vargas, Ernesto Geisel, Café Filho, Leonel Brizola, Mário Andreazza, Mário Covas a Carlos Lacerda e a principal preocupação dos autores foi saber se eles haviam enriquecido ou não na política.
Pobres...
Com exceção de Getulio e Brizola, que nasceram ricos, os demais morreram em situação patrimonial modesta.
O carioca Carlos Lacerda enriqueceu mas esbanjou e seus filhos tiveram de vender, pelo valor simbólico de 1 real, suas oito financeiras, para livrar-se das dívidas.
...honestos...
O paulista Mário Covas foi um modelo de retidão. Nem a oposição de Paulo Maluf e Cia ousou levantar qualquer dúvida sobre o cuidado com que tratou o patrimônio público.
E, ao contrário do que sempre se apregoou, o ministro dos Transportes da ditadura, coronel Mário Andreazza não ficou rico com a construção da ponte Rio-Niterói, durante o regime militar.
...e amargurados
E todos eles, revela o livro, morreram infelizes. Geisel, o mais
poderoso do período militar, costumava dizer que não teve um
só dia feliz em toda sua vida.
Donde se conclui que a política pode até preencher o vazio existencial, mas jamais é caminho para a felicidade.
Novos personagens
Uma boa idéia seria fazer o ''Políticos ao Entardecer'', volume 2, daqui uns anos, com José Sarney, Antonio Carlos Magalhães, Tasso Jereissati, Paulo Maluf, Orestes Quércia, Jorge Bornahusen e Joaquim Roriz, entre outros.
E com o mesmo objetivo: comparar os patrimônios de antes e do depois.
E por falar em saudade
Já que estamos falando de outros tempos, quem teve um clic de saudade foi o senador Álvaro Dias quando, dia desses, passou pela Unifil, a Universidade Filadélfia, em Londrina.
Resistência
Em tom saudoso, o senador relembrou com seu mais próximo amigo, Edson Gradia, um episódio emblemático, quando um grupo de resistentes de Londrina bancou a vinda do jurista Dalmo Dallari, defensor presos políticos, a Londrina, na década 70, em pleno período militar.
Perseguição
A palestra de Dallari, marcada para ser feita no então Instituto Filadélfia, exigiu uma verdadeira operação de despistes dos organizadores para não ser proibida e atrapalhada pelos milicos.
E entre organizadores estava o então deputado Álvaro Dias e o jornalista Nilson Monteiro.
História
Já sessentão, o senador começa a sentir que a história de muitos personagens, principalmente na política, vai se perdendo na passagem do tempo.
Aos mais jovens não interessa o passado e os mais velhos preferem esquecê-lo.
As guerreiras
Na falta de um ôGuerreiro do Paraná" para chamar de seu, o trigoverno prepara um documentário para ser veiculado nos veículos de comunicação oficial (RTVE e Rádios) sobre as Guerreiras Paranaenses do século passado.
Participação
Mulheres que se destacaram nas artes, educação, política, saúde, trabalhos sociais, pesquisas, etc, etc nascidas e criadas no Paraná.
Cada uma, uma bela história.
Do e-mail
A Kinoarte irá oferecer uma Oficina de Realização em Cinema nos dias 17, 18, 24 e 25 de novembro, e 1º e 2 de dezembro de 2007 em Londrina. As inscrições podem ser feitas no Espaço Kinoarte (Avenida Jorge Casoni, 2355, Centro, fone 3323-8739), de segunda a sexta, em horário comercial, até 16 de novembro, e custam R$ 250,00.
O curso é aberto também a pessoas que não residem em Londrina.
A Oficina será ministrada por Rodrigo Grota (direção, roteiro e montagem), Bruno Gehring (produção), Anderson Craveiro (direção de fotografia e edição) e José de Aguiar (direção de arte). Nessa Oficina, uma turma de no máximo 20 alunos irá filmar o roteiro vencedor do 1º Prêmio Francelino França.





