RUTH BOLOGNESE
Tudo às claras
Os deputados estaduais do Paraná querem porque querem aprovar uma lei para acabar com esta história de denúncia anônima contra servidores públicos, leia-se deputados temerosos dos olhos e dos ouvidos do povo.
Deveria se chamar ''lei de quem tem, tem medo''.
Acordo popular
Se a questão é a tal da transparência, o povo do Paraná também quer a contrapartida. A começar pelo holerite de cada deputado, com todas as verbinhas de representação ali incluídas. E a terminar com a publicação da lista de todos os funcionários da Assembléia Legislativa, incluindo ali as sogras fantasmas, esposas fantasmas, namoradas magras, loiras e fantasmas e assim por diante.
Nada mais lógico.
Para proteger
Ora, a denúncia anônima é a única forma de qualquer cidadão brasileiro entregar o malaco às autoridades e não ficar à mercê da vingança dos ''cupinchas'' e do próprio.
E se o malaco em questão exerce ainda alto cargo no governo ou for deputado, a vingança pode ser muito mais maligna.
Classe I
Mais do que uma prova do temor reverencial ao exercício da livre denúncia, os deputados paranaenses, com este projeto de lei, estão recriando a seleção de classes: ladrões pobres, sem emprego oficial e mal encarados podem ser denunciados na base do cochicho e no escuro.
Classe II
Agora, ladrões oficiais, diplomados, de cabelos com gel e de terno só podem ser denunciados por quem apresentar RG, CPF, nome da mãe e endereço da academia de ginástica. Sem isso, e mais o roteiro da viagem a Disney, a denúncia cai no poço de piche.
A favor do projeto
Mas pra não dizer que faltou reflexão sobre a proposta do fim da denúncia anônima, responda rápido: entre ser perseguido por um meliante sem dentes, espumando de raiva e um deputado com dentes, soltando fumaça pelas narinas, o que você prefere?
Nos tempos da CNT
Desde que resgatou sua rede de TV do empresário carioca Nelson Tanure, por falta de pagamento, a família Martinez está se vendo em papos de aranha para botar no ar uma programação atualizada. Como não é fácil, o jeito tem sido recorrer aos arquivos, mas esta é uma solução temerária, pois tudo tem mais de 10 anos na CNT.
E há 10 anos, minha gente, celular ainda dava status.
Túnel do tempo
Para o telespectador da CNT, Carla Perez (foto), magrinha, sem plástica, é uma gata, o ''cumpadi'' Washington nem usa bigode e Sula Miranda e Latino estão no auge da fama.
Antes da baixaria
Dia desses a rede paranaense mostrou o cantor Chitãozinho (da dupla com Xororó) fazendo juras de amor para a esposa Adenair, que parecia adorar seu papel de devotada ao lar.
Como a história mostrou pouco depois, o casal se separou com direito a umas baixarias básicas: ela arrumou um namorado mais jovem, quase adolescente, e ele rendeu-se aos encantos de uma bailarina de pernas grossas. Já se passaram mais de cinco anos, mas a CNT mostra tudo como se fosse ontem.
Os grandes reclamam
Deu na ''Portos & Exportações'' : representantes da Soya-Mills e da Shemen, respectivamente as maiores indústrias de soja da Grécia e de Israel, por meio de seus representantes no Brasil, reclamam de problemas para importar grãos e farelo através do Porto de Paranaguá.
Demora
A situação do navio ''Kiran Atlantic'', é a pior. Fretado pela Soya-Mills, de Atenas, chegou a Paranaguá no último dia 3 para carregar milho e farelo de soja. Com a decisão unilateral da administração dos portos de Paranaguá e Antonina (Appa) de ''fechar'' o berço nº 213, a atracação do ''Kiran Atlantic'' está prevista somente para o próximo dia 30. E em qualquer porto do mundo, tempo é dinheiro. Muito dinheiro.
Daltônicas
De monstros no banheiro
Na casa do solteiro a esponja ficou tanto tempo no banheiro que um dia ele ouviu a voz assustada da empregada dizendo: ''Doutor, tem um bicho muito estranho no seu banheiro. É cabeludo e quando mexi, espumou''.





