A mira
A oposição na Assembléia do Paraná se debruça no detalhamento dos gastos (R$ 210 milhões em quatro anos) com os cartões corporativos de altos funcionários do governo Requião e pede transparência e identificação dos usuários porque tem um único objetivo: chegar em dona Maristela Requião.

Pelo museu
Por conta da presidência do Museu Oscar Niemeyer, dona Maristela correu mundo nestes anos todos, o que é do exercício da função. E, pelo menos no caso dela, mostrou serviço ao transformar o espaço em referência cultural para todo o País.
Mas, para a oposição, qualquer pé de galinha...

Só firulas
A primeira dama pode dormir sossegada. Em se tratando da oposição na Assembléia, é só barulho. Cada dia tem um desses por lá. Uma CPI sobre o assunto não passa nem morta. Ou, se morta, passa.

Justiça paraguaia
Da seção internacional: não é só em terras brasileiras que a Justiça adentra a área política e enquadra o pessoal, como neste caso de fidelidade partidária do STF. No Paraguai, a eleição presidencial, que acontece em abril, depende do que vai dizer a Suprema Corte sobre os dois principais candidatos, o general Lino Oviedo e o bispo Fernando Lugo.

Dois problemas
O general Oviedo está em liberdade condicional por atentados políticos no passado, inclusive contra a presidência da república. E o bispo, por ser bispo, não poderia ser candidato, conforme a constituição paraguaia, que proíbe a candidatura de religiosos.

Prova final
O bispo Fernando Lugo já devolveu o anel ao Papa Bento XVI, mas para a Justiça paraguaia a prova dos nove tem que ser um fato incontestável, como o casamento por exemplo.
Cinquentão, o bispo ainda dá um bom caldo. Mas se ele próprio acha que o mandato presidencial vale um casamento, ninguém sabe.

Apoio total
E dentro daqueles princípios da carta de Puebla, de amor incondicional aos pobres e oprimidos, o governo Requião apóia a candidatura do Bispo Lugo.
Se isso terá influência no resultado eleitoral, também ninguém sabe.

Magoou
O grande líder do PSDB, Valdir Rossoni, magoou. Reclama que é tratado com ironia demais e mal comparado aqui, neste espaço, quando se coloca, por exemplo, a pessoa dele ao lado de um ícone político como o ex-ministro Euclides Scalco.
Tem razão o grande líder.

TV Assembléia
Se o presidente da Assembléia, Nelson Justus, quiser mesmo dar transparência total na TV Assembléia, deve começar divulgando a remuneração da produtora GW, que está há meses montando programas e gravando depoimentos das excelências. O mercado informa que está na faixa de R$ 400 mil por mês.

Vitoriosa
A GW, como todo mundo sabe, foi aquela produtora que ganhou todas as eleições na década de 90, de Jaime Lerner a Cássio Tanigushi e Rafael Greca.
Na última eleição para o governo, pediu R$ 12 milhões para fazer a campanha de Osmar Dias. Não conseguiu.

No rádio e em livro
Com 47 anos de profissão, ex-colunista de visão apurada e ferina, o jornalista Aroldo Murá já começa a fazer sucesso como comentarista matinal (7h30) no jornal da Banda B, AM 550 de Curitiba.

Olhar abrangente
E nesta quinta-feira, a partir das 18h30, na Casa Latino Americana (Casla), o lançamento do livro que reproduz, quase na íntegra, a tese de doutorado da jornalista, professora e agora doutora, Elza de Oliveira: ''Olhares Sobre uma Cobertura: a eleição de 2002 para o governo do Paraná em três jornais locais''.
Leitura obrigatória para quem labuta na área.

É o Santander
Foi o Santander que ganhou as contas da Prefeitura de Ponta Grossa e não o Itaú, como saiu aqui ontem.

Crime bárbaro
Três vigilantes de uma das maiores empresas de segurança da Capital, torturaram e mataram Bruno Coelho, 19 anos, porque pichava um muro.
Despreparo, ignorância, brutalidade e uma arma de fogo, componentes da tragédia anunciada.

Daltônicas
De desencontros linguísticos
Aérea como ela só, com mania de falar reduzindo as palavras, a diarista voltou para casa indignada com as novas exigências do mercado de trabalho: ''Imagine, dona Sílvia, que me pediram pra fazer curso de 'putação'. Não vou não.''

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