A semana ferveu
Mesmo na ausência desta coluna, notada por 32 leitores, parentes e amigos aí incluídos, a semana bombou. Um resumo dos fatos, e suas consequências, merece registro. A ver:
A queda
Renan Calheiros caiu. Mas o bumbum da jornalista-gestante subiu a cotação da ''Playboy''.
Enfim, a prova
A Copel nem relou na licitação do pedágio. Mas os espanhóis, com um precinho Ó, mataram a cobra e mostraram o tamanho do roubo diário das tarifas cobradas dos paranaenses.
E, de quebra, deixaram o governador Requião, os políticos, os movimentos contra o pedágio e até a imprensa na base do ''por que não pensei nisso antes, meu Deus do Céu?''
Bateu, levou
O desembargador Clayton Camargo agrediu, pela terceira vez, uma pessoa (no caso, a ex-mulher, Fátima) dentro do Tribunal de Justiça do Paraná. Ela deu queixa e, pela primeira vez, a imprensa noticiou o fato.
Vou de bike
Um simples teste mostrou que é mais fácil, e mais rápido, andar de bicicleta do que de carro pelas ruas de Curitiba. Nem a Prefeitura de Curitiba e nem o marketing das Calois da vida não se tocaram, ainda, desta realidade.
Favela em alta
Com ''Duas Caras'', a Globo fez a opção preferencial pela favela e pela grilagem de terrenos urbanos. Se o mala do Juvenal Antena emplacar, vai acabar fazendo merchandising de lona preta.
Foi ou não foi uma semana do barulho?
A perigo
O deputado Luiz Nishimori que, por amar Roberto Requião acima de todas as coisas, foi lançado fora do ninho tucano, não se filiou ao PMDB, como se esperava. Teme perder o mandato.
O que Nishimori não sabe: o PSDB protocolou a desfiliação na base eleitoral dele lá em Maringá, já há algum tempo, e não pretende reconsiderar.
Tapete para Beto
O prefeito Beto Richa e Fernanda estiveram na fronteira neste feriado e foram recebidos com tapete vermelho e salamaleques mil na Itaipu Binacional. Mas sem a presença de Jorge Samek, diretor geral e amigo desde os tempos em que ele e Beto eram vereadores na Câmara de Curitiba.
Com Fidel
Samek não pôde acompanhar a visita do amigo Beto porque estava em Cuba, mostrando ao debilitado companheiro Fidel que não só de etanol (que o líder cubano abomina) se produz energia ''a cá''.
Sucesso
Mas quem fez sucesso, ontem, em Curitiba, foi a mulher de Samek, a discreta petista Maria Olívia. A bota branca ''snake skin'', de biqueiras douradas, que usou na reunião da bancada federal na Federação das Indústrias chamou mais atenção do que o Plano Plurianual até 2011 do governo Federal.
Um must.
O novo escândalo
O escândalo da hora atinge o tal IBPQ (Instituto Brasileiro de Produção e Qualidade), de Curitiba, que teria recebido R$ 19,6 milhões do governo para preparar manuais de fiscalização de rodovias para o DER. Ou seja, 20 milhas para ensinar engenheiro a localizar buraco nas estradas.
Isto sim é que é produtividade!
Tiro interno
O estranho é que a denúncia contra o IBPQ partiu da revista ''Isto É'', a única publicação nacional, fora a ''Caras'', que o governador Roberto Requião não xinga semana sim, semana também.
E a ''Isto É'' afirma que a ordem de repassar dinheiro para o instituto foi do próprio.
Sigla quase igual
Além da sigla, IBPQ, que lembra outra sigla bem mais comum, e menos nobre, PQP, esta ONG, comandada pelo ex-dono da marca Prosdócimo (agora Eletrolux), Sérgio Prosdócimo, também nunca explicou direito a que veio.
Agora se sabe: faz ''consultorias para avaliações de conformidades''. A peso de ouro.
Daltônicas
De traduções
Na turma de bacharéis, o nome do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejar, que ameaça o mundo com o enriquecimento de urânio, ganhou tradução peculiar.
É conhecido como ''Arma di beijar''.
Faz sentido.

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