Movimentações financeiras locais
O ex-prefeito Antônio Belinati vai ter que devolver uma grana federal, R$ 2,8 milhões, aos cofres da Prefeitura de Londrina.

Corte da Verba
Por conta das intrigas entre poderes, o Ministério Público do Paraná ficou sem a verbinha do Orçamento Estadual, de R$ 28 milhões, prevista para o ano que vem.

Sem explicação
E até agora ninguém conseguiu descobrir como é que o maior executivo do grupo Cavalcanti, Olavo Novaes, desviou o dinheiro do Fundo de Pensão dos funcionários para uma conta no exterior em nome de Daniel Bastos.

Conclusão
É claro que tão cedo os cofres da Prefeitura de Londrina não terão esta dinheirama toda do ex-prefeito Belinati de volta. E, mais claro ainda, o MP do Paraná vai recuperar a verba prevista no Orçamento. Porque está na lei.

Antes do fim
E o dinheiro desviado do Fundo de Pensão dos funcionários do Grupo Cavalcanti, como é que fica? Vai retornar, com certeza. Pobre na Globo, e em fim de novela, sempre se sai muito bem.

Uma no cravo
A confusão armada pelo governador Roberto Requião ao colocar a Copel como concessionária de pedágios nas rodovias federais acabou cancelando o edital de licitação. Decisão de ontem da Agência Nacional de Transportes Públicos (ANTP).
Ponto a favor.

Outra na ferradura
E, também ontem, o governo do Paraná amargou decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra o rompimento unilateral de contrato da Sanepar com o grupo Dominó Holdings, do banqueiro Daniel Dantas.
Ponto contra.

Empate
Por enquanto, as decisões tomadas pelo governador Requião sob a justificativa de fazer o bem pelo povo do Paraná, estão empatando.
Não é nada, não é nada, já é um consolo. Do que, não se sabe.

Desconforto
Por baixo desta ponte da Sanepar x Grupo Dominó muita água jurídica vai rolar ainda. Mas desde que o governo Lerner abriu as portas da empresa para a entrada deste grupo, houve um certo desconforto por parte dos paranaenses.

Convivência
Colocar, lado a lado, o pessoal técnico da Sanepar, habituado e formado para cuidar da empresa no quintal de casa e, de outro, um grupo de executivos de fora, dispostos a tudo para fazer render o capital, era temerário mesmo.
O rompimento do Acordo de Acionistas, feito por Requião, mesmo duvidoso do ponto de vista legal, tem razão de ser.

Polícia itinerante
A nova fórmula de delegacia itinerante do governo do Paraná, onde a Polícia Civil vai estar em permanente movimento, correndo esbaforida de uma cidade pra outra, induz a algumas dúvidas:
E quando é que a Polícia vai correr atrás do ladrão? Fora do expediente?
E se topar com o ladrão na estrada, vai fazer o quê? Abandonar o serviço e perseguir o meliante?

Secretário itinerante
Esta inovação na polícia do Paraná não foi apenas por determinação judicial pró delegados de carreira, mas sim consequência dos quatros anos em que o secretário de Segurança, Luiz Fernando Delazari, passou como itinerante entre a função de promotor público e o cargo no governo. Também por determinações judiciais.

Cobranças indevidas
O Banco do Brasil vai rever as tarifas cobradas do funcionalismo público do Paraná. Ser obrigado a mudar de banco, e ainda ficar a mercê das novas taxas, seria mesmo o fim para o pessoal.

Mais um?
Tobias, um dos príncipes Requião, filho de Eduardo, anda rondando a cerca no Porto de Paranaguá. O povo quer saber: será o último dos moicanos a ser contratado pelo governo?


Ai o meu boné!
A mais nova peça a compor a conhecida elegância do governador Requião é um boné laranja. Mas tão laranja que dói até na vista. Abriu a Conferência das Cidades, ontem, em Foz do Iguaçu, com ele na cabeça.
É hora de dona Maristela entrar em ação e salvar a conhecida discrição dos homens paranaenses.

Daltônicas

De amor
Era tanta confiança no amor da mãe que a menina, um dia, confessou: ''Entre você e o pai, gosto mais do pai.''
E nada mudou entre elas.

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