RUTH BOLOGNESE
Sem voz
Nesta questão da Copel e pedágios, o poderoso Conselho de Administração da Companhia anda cordeirinho, cordeirinho. Ninguém ousa levantar a voz contra o néo-empreiteiro Roberto Requião.
Sem decisão
E aqueles copelianos tradicionais, de extrema fidelidade à Companhia, ou foram escanteados pelo atual governo, por aposentadorias ou por desgosto. Ou morreram.
Daí que as decisões são tomadas mesmo é no Palácio Iguaçu. E com o apoio total dos deputados amestrados, quer dizer, da base aliada.
Quem perde
O resumo da ópera sobre a Copel & Grupos Diversos disputarem o pedágio de rodovias federais é muito simples.
Primeiro cenário: se o consórcio da Copel não der curto-circuito e ganhar a licitação, a tarifa será baixa, sem cobrir os custos reais. Resultado: nós pagaremos a diferença.
Quem perde de novo
Segundo cenário: se a Copel está entrando para melar a licitação, o que agrada aos selvagens capitalistas empreiteiros que não engolem o edital de licitação, nós seremos enterrados nos buracos federais das rodovias.
E, de novo, pagaremos a conta.
Pedras no caminho
Não é por nada não, mas o prefeito Beto Richa não terá uma reeleição como um dos passeios de kart que costuma dar por aí. Se a petista Gleisi Hoffmann fechar com o PMDB, com Osmar Dias e atrair as viúvas de Jaime Lerner e de Cássio Taniguchi, eis aí uma eleição disputadíssima para a Prefeitura da Capital.
O amigo da sogra
E pode ficar mais complicado ainda o caminho de Richa se começarem a pipocar denúncias a la Ezequias Moreira, o ex-chefe de gabinete do prefeito que manteve, milagrosamente, a sogra empregada na equipe de Richa por 11 anos contra um exercício de mandato de deputado de apenas três anos.
Por tudo isso, nosso Alberto Roberto já é chamado em Curitiba de ''O Amigo da Sogra''.
Até que enfim
O Instituto Teotônio Vilela organiza um seminário que discutirá o futuro da Sercomtel nos próximos dias 21 e 22 de setembro, no Hotel Crystal. Finalmente alguém se interessa em debater o assunto. Este silêncio obsequioso dos londrinenses sobre a Sercomtel já estava dando urticária.
Felicidade geral
Tem ONGs sérias (poucas), ONGs chatas (muitas) e ONGs laranjas (de perder as contas). No Congresso está empacada uma CPI para investigá-las. O motivo deve ser o fato de que em 2008, ano de eleições, o governo federal vai distribuir R$ 3 bilhões, isso mesmo, R$ 3 bi, ou R$ 1 bilhão a mais do que distribuiu neste ano.
Outros interesses
Em companhia das ONGs, para receber todo este dinheirão, estão as Oscips, as tais Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público.
Vai ter tanto interesse assim lá em casa.
Rádio católica
A PUC-PR não vendeu a rádio B2 de Curitiba, como se comenta na praça. Vendeu a antiga Rádio Paraná AM, e para o padre Reginaldo Mazzotti, imitador constante do mega sucesso católico Marcelo Rossi.
Tradição
A B2, Ondas Curtas, a rádio mais antiga do Brasil e marca dos Irmãos Maristas, por tradição e resultados financeiros, não está à venda.
Duas perguntas ao Ratinho
Os leitores sempre atentos desta coluna enviaram duas perguntas ao ex-pobre, ex-apresentador e atual empresário dos ramos de mídia, agronegócio, café no bule e afins:
1) Depois de rico, Ratinho voltou lá em Jandaia do Sul e pagou o pedaço de bolo que afanou da padaria?
2) E as contas do Genésio Alfaiate, de Londrina, ainda continuam penduradas?
Com a palavra...
Só VIPs no Cirque
Pode ser piada, mas vale reproduzir aqui: como o Cirque de Soleil se apresenta para platéias que têm poder aquisitivo para arcar com o preço dos ingressos, ou seja, os verdadeiros VIPs paranaenses, o pessoal do interior não se avexou.
Chegam em grupos no guichê e se apresentam também como VIPs - Viemos do Interior do Paraná.
Daltônicas
De pequenas confusões
Aos 7 anos, a guria chocou a família ao declarar, em alto e bom som durante o almoço de domingo: ''Quando a gente viaja, o pai sempre compra maconha na estrada''.
Estava confundindo maconha com pamonha.





