RUTH BOLOGNESE
A Copel e seu destino
O governador do Paraná pode tentar vender a nossa maior empresa, a Copel, como quis Jaime Lerner no passado. Ou pode pretender transformá-la em praça de pedágio, como quer agora, Roberto Requião.
Antes, porém, a decisão passa pela Assembléia Legislativa, que representa o povo do Paraná (e dono da Copel), nestas jogadas.
O perigo
E é aí que reside o perigo. Cabe perguntar:
1) Estarão nossos deputados preparados, tecnicamente, para debater assunto de tal relevância como a participação da Copel num leilão de concessão de rodovias?
2) Estando preparados, tecnicamente, serão firmes na decisão, seja ela contra ou a favor, ou agirão com um olho no peixe e outro no gato?
Explicação
Antes que alguém interprete mal o velho dito popular de ''um olho no peixe e outro no gato'', e confunda deputado com gato, ou com peixe, explica-se: numa decisão importante como esta, que vai liberar o governador Roberto Requião e colocar a Copel num negócio que pode fazer água lá na frente, nossos deputados estarão pensando, ao mesmo tempo, nos interesses próprios e também nos do governo do Paraná.
E, a partir daí, dirão sim ou não. Ou muito pelo contrário.
Sem lucro
E para concluir este raciocínio cristalino, outra explicação mais clara ainda: a função da Copel é lidar com água, mas se, neste negócio do pedágio der com os burros n'água, ou o negócio fizer água, adivinhem quem vai ficar com o coitado do cavalinho na chuva?
Resposta curta e rápida: ''nóis''.
Mais um convite
O pessoal do PTB, Fábio Camargo e Flávio Martinez, jantaram com Álvaro Dias no sábado passado. Na sobremesa, o convite para o senador deixar os tucanos e aderir aos trabalhistas. Álvaro disse que está contente no PSDB.
Fábio e Flávio continuam com as portas abertas para o Alvinho.
Dupla
Pensando bem, Fábio e Flávio, mais do que comandantes de partido, são nomes ideais mesmo para uma boa dupla caipira. Se ambos cantarem de ouvido, pode dar certo.
À espera de Arns
A cada dia que passa, o PSC de Ratinho Júnior, que passa a contar com os poderosos holofotes do SBT no Paraná, acredita mais na entrada do senador Flávio Arns no partido.
Só falta mesmo combinar com o próprio Flávio Arns.
Ratinho pai
E já que estamos na família Ratinho: depois de tornar pública, por R$ 70 milhões, a compra das emissoras do ex-governador Paulo Pimentel, que retransmitem a programação de Silvio Santos no SBT, Ratinho tem sido visto com mais frequência em Curitiba. Segunda-feira jantava com a mulher, Solange, no restaurante Madalozzo, em Santa Felicidade.
Obediente
Conforme o relato do curitibano que ficou de butuca no jantar do Ratinho, deu para perceber que dona Solange é quem dá as cartas em família: com apenas um olhar, ela determinou onde o apresentador devia se sentar à mesa.
Ele obedeceu.
Duas histórias
Sobre dona Solange, Ratinho contou à revista Veja, que o entrevistou no auge do sucesso no SBT, que ela estava grávida dos gêmeos Gabriel e Rafael, ainda em Jandaia do Sul, quando certo dia, manifestou desejo incontrolável de comer um pedaço de bolo de padaria. Sem um tostão no bolso, Ratinho pediu o bolo fiado ao dono da padaria, que negou.
No desespero, Ratinho pegou o bolo e foi para casa. ''Fiquei sentado esperando a polícia, que por sorte não apareceu'', recordou. Depois disso, decidiu vir para Curitiba, em busca da sorte. E encontrou.
Rico e casado
Já rico, no programa do SBT, Ratinho não se cansava de repetir que, contra todos os prognósticos do meio artístico, continuava casado com a primeira mulher. E dava até explicações: ''Se não larguei dela quando pobre, por que vou largar agora, que sou rico?''
Dona Solange tem a força!
Daltônicas
De concorrências
Enquanto anda pelo parque do Clube Duque de Caxias, o executivo curitibano se acostumou a colher e comer as amoras dos galhos que se debruçam na pista.
Ultimamente vem sentindo um clima meio pesado com os sabiás. Concluiu que é o chamado peso da concorrência.





