O Estado da dengue
Tão limpinho, com um povo muito do bem informado, e o Paraná ostenta, vergonhosamente, a condição de Estado onde o Aedes aegypti mais proliferou neste ano.Passa de 43 mil novos casos.

Sem briga
Estava na cara: enquanto o governador Requião fica comprando briga com meio mundo, de promotores a transgênicos, o mosquitinho se finge de amigo e espalha a dengue por aí.

Sem apoio
Como se sabe, dengue se combate, principalmente, com informação maciça. Desde as campanhas nas escolas até com aquelas parcerias entre governo e meios de comunicação. Estes, que são empresas e precisam sobreviver, só aderem quando têm a contrapartida dos anúncios do governo.

TV Educativa
O problema é que o governador Requião colocou na cabeça que através da repetição dos mantras na TV Educativa sobre o governo dele, na base do tudo pelo social, se comunica muito bem com os paranaenses.
A continuar assim, ''tamo tudo perdido''. Porque o companheiro Aedes vai continuar atacando bonito, pra tudo quanto é lado.

No Ministério
O uso da TV Educativa como simples reprodutora das confusões do governo Requião já está nas mãos do ministro das Comunicações, Hélio Costa, num relatório assinado por 27 deputados estaduais e levada pelos deputados Eduardo Sciarra e Ratinho Júnior.
Uma TV pública, como o próprio nome diz, deve ser utilizada no interesse público e não do governo. É o que diz a lei.

Comparação
São Paulo, Minas e Ceará são os estados onde as TVs Educativas mais cumprem esta função, a do interesse público.
E seus governantes sempre aparecem bem na fotografia das pesquisas.

Saída à francesa
Um grupo de 25 professores - mestres, doutores e especialistas - de áreas como Exatas, Agrícola, Engenharias, está pronto para desligar-se da PUC-PR. O objetivo de toda essa massa crítica é montar uma escola de pós-graduação, de início apenas com especializações.

Mudança
Mas a situação da PUC é boa, apesar das divergências naturais entre dirigentes (mantenedores da instituição) e mestres. E cada vez mais os irmãos maristas, donos da universidade, concentram forças no Paraná.
Agora estão preparando a mudança da sede da Associação Brasileira de Educação e Cultura (Abec), mantenedora das organizações dessa congregação, de São Paulo para Curitiba.

Ensino à distância
Passou batido, quase não se ouviu falar, de um dos eventos educacionais mais importantes que Curitiba abrigou nestes últimos anos, o Encontro Nacional de Ensino à Distância. Foi nesta semana. Teve até conferencistas vindos da Inglaterra e os notáveis do MEC dessa área.

Referência
Como já se disse aqui, dia desses, o Paraná já é uma referência nacional no setor e tem duas organizações que detêm o maior número de alunos à distância no País, a Facinter/Fatec e Educom.
A primeira, dirigida e criada pelo professor Wilson Picler, a outra pelo ex-ministro Borges da Silveira. As duas devem ter, juntas, cerca de 130 mil alunos, espalhados pelo País.

Quem cumpre a lei?
Para continuar na área: a legislação hoje determina que alunos especiais, em universidades, centros universitários e cursos superiores em geral, devem ter condições especiais para o aprendizado.
Os grandes conglomerados universitários paranaenses estão se fingindo de mortos por enquanto, mas sabem que mais cedo ou mais tarde vão ter que entrar na linha.

Bom mercado
Quem tiver interesse deve se preparar porque, daqui a pouco, a demanda por professores para alunos especiais vai estourar: um intérprete de Libras, a Linguagem Brasileira de Sinais, por exemplo, já chega a ganhar por hora/aula em Curitiba mais do que professores com mestrado.
E nesta área de ensino especial, uma psicóloga, Leomar Marchesini, está fazendo uma revolução por aqui. A ver.

Daltônicas

De decoração
''Este será o quarto de jogos'', informa a recém-casada sem posses. ''O quarto onde vou jogar tudo o que não couber no resto da casa''.

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