Um lugar para Nedson
  O ministro Paulo Bernardo e o deputado André Vargas estão montando uma estratégia de longo prazo, e mais complicada do que letra de médico do SUS, para garantir o futuro do prefeito Nedson Micheleti.

Deixar o cargo
  Os dois petistas querem fazer de Nedson o próximo presidente estadual do PT e, para isso, vão trabalhar o nome dele dentro do partido até novembro, quando a convenção estadual escolhe o novo presidente.
  Só que, para ser presidente do PT, Nedson tem que se descompatibilizar do cargo de prefeito num período vital, às vésperas do ano eleitoral.

Solução
  O que fazer diante de tal impasse, então? Perguntaram-se os dois estrategistas-mores do PT. E eles mesmos encontraram a solução: monta-se uma chapa com Nedson na cabeça e um petista-fiel na linha sucessória. Resultado: Nedson ganha a eleição, passa o partido para o Segundinho, conclui o mandato e depois volta, faceiro e feliz, para exercer a honrosa presidência do PT no Paraná.

Plano perfeito
  Não há como negar, Gente! Montar outra estratégia como esta só com auxílio dos engenheiros do ITA. Agora só falta combinar com os petistas de todo o Paraná. De Jorge Samek ao Doutor-deputado Rosinha. Coisa fácil.

E vem confusão
  Pelo que se vê, a campanha eleitoral para as prefeituras está começando mais cedo. Ontem circularam na Assembléia Legislativa vários exemplares do jornal ‘‘Tribuna do Vale’’ com distribuição declarada no eixo Abatia-Japira-Wenceslau Brás e uma manchete de arrepiar: ôDenúncia no Ministério Público contra assessor atinge prefeito Beto Richa".

Deputado-fantasma
  A reportagem, feita a partir de Curitiba, trouxe a história completa do chefe de gabinete e principal assessor do prefeito, Ezequias Moreira, com denúncias sobre tráfico de influência, fortunas acumuladas, funcionários fantasmas e até um surpreendente emprego para a sogra dele, Verônica Durau, num local de trabalho mais surpreendente ainda: gabinete do deputado Beto Richa, que deixou a Assembléia há 2 anos e meio.

No Ministério Público
  As denúncias, já protocoladas no Ministério Público, obedecem a um roteiro muito comum em épocas pré-eleitorais: sempre são feitas a partir de Curitiba, mas publicadas em jornais quase desconhecidos e distribuídos na Capital, para que tenham a devida repercussão.

Reeleição
  E, obviamente, atingem o principal adversário, como o prefeito Beto Richa, o primeiro colocado em pesquisas eleitorais para a prefeitura da Capital.
  O que não quer dizer que não devem ser levadas a sério. Nada como uma boa campanha eleitoral para trazer a tona tudo o que o poder público (e a imprensa bem remunerada) preferem esconder. A todo custo.

Pressões de última hora
  Por falar em eleições: sindicatos patronais de várias regiões do Estado estão sob a mira dos assessores palacianos que apóiam a candidatura de Álvaro Scheffer para a Federação das Indústrias. Com ameaças nas áreas fiscal e tributária.

Contra-ataque
  Em contra partida, a imprensa recebeu um vídeo com denuncias recentes do governador Requião contra o próprio Scheffer na área de reflorestamento.

A eterna magia do Paraná
  Dentro daquela velha tese de que tudo o que acontece no Brasil, no mundo e até na Via Láctea tem alguma coisa a ver com o Paraná eis mais uma prova: foi a descoberta de um avião com muito dinheiro no aeroporto do Bacacheri em Curitiba, em 2005, que levou a polícia a investigar o acontecido e a prender, nesta semana, o maior traficante do mundo, Juan Carlos Abadia, em São Paulo.

Primos
  Mas o que mais tem no Paraná é parente de famoso: João Paulo II tinha uns primos entre os poloneses do Sul, o primeiro astronauta brasileiro idem, o empresário Antenor Cavalcanti é de Apucarana, Chitão de Astorga e o Fernandinho Beira Mar passou uma temporada em Catanduvas. E tem gente que garante que o prefeito Nedson Micheleti é primo do Frei Galvão, nosso único santo brasileiro.
  Não é uma bênção?

De classe social
  A patroa de classe média desabafa: ‘‘Quer mesmo saber o que significa ser humilhada dentro da própria casa? Contrate uma ex-empregada de rico. No primeiro dia, ela pede uniforme com touquinha engomada, no segundo, apresenta cardápio semanal com aspargo e mignon. E no terceiro tripudia sem dó: pergunta pelos cristais e pela prataria. Quem agüenta?’’

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