Um belo jogo de cena
A licitação do transporte coletivo da Capital, empacada na Câmara dos Vereadores há um ano, é o maior jogo de cena que esta Curitiba muda e fria já viu: no fundo, no fundo, o banho-maria interessa a todo mundo, do prefeito Beto Richa às atuais empresas concessionárias e aos próprios vereadores.

Bons amigos
Depois que o Ministério Público exigiu a licitação (em 50 anos o sistema de transporte coletivo só concorreu com ele mesmo), o prefeito enviou para a Câmara um projeto para mudar a Lei do Transporte, licitação ali incluída. E mais não disse, nem lhe foi perguntado.
Nem precisava: a maioria na Câmara garante a Beto Richa tudo o que ele quiser e mais um pouco.

Doações
Como até os índios Tupi-guarani, Jê e Tingui, que habitavam a região do planalto curitibano e a chamavam de Core-Etuba (muito pinhão), já sabiam, transporte coletivo tem duas funções neste mundo do meu Deus: servir o povo e fazer doações para campanhas eleitorais. Não necessariamente nesta ordem.

Tudo combinado
Ou resumindo, o prefeito, a Câmara e as concessionárias querem mais é que a licitação se lixe.
Por isso é que empacou. E vai continuar empacada.

E o povo?
E o povo que vem acompanhando há anos a deterioração do ''melhor transporte coletivo do País'', não apita?
Ora, direis, ouvir o povo! Como já disse aquela cabeça coroada da França que rolou sob a guilhotina, quem não estiver satisfeito com o busão que compre um carro.

Os atentados na história
O complô investigado pela Polícia do Paraná contra o governador Roberto Requião não será o único registrado na nossa história e nos leva a lembrar outros eventos desta natureza. O primeiro atentado (e único que se consumou) contra uma autoridade local, foi no século retrasado: o ervateiro e também único barão do Paraná, conhecido até hoje como Barão do Serro Azul, foi morto a tiros à beira de um precipício da Serra do Mar em 1894.

Primeiro Tucano
Para proteger Curitiba da invasão das tropas, o nosso Barão ficou no meio da pinimba entre Pica-paus (pró Floriano Peixoto) e Maragatos (os rebelados contra a jovem República).
Deve ter sido o primeiro Tucano brasileiro a morrer por ter ficado no muro.

Salvo por Renan
Reabilitado pela história (foi considerado traidor pelos legalistas, que ganharam a batalha) o Barão do Serro Azul virou patrono dos comerciantes da Associação Comercial do Paraná, ganhou um filme com Herson Capri no papel dele, e teve o nome inscrito no panteão dos heróis nacionais só em maio deste ano.
Quem o colocou no panteão foi Renan Calheiros, na condição de presidente do Senado e antes do escândalo das notas frias e daquele romance com a jornalista.

Mais atentados
Depois da triste história do Barão, um outro atentado, bem mais recente, tomou as páginas dos jornais, quando o então secretário de Segurança de Jaime Lerner, Cândido Martins de Oliveira e seu fiel escudeiro, delegado Ricardo Noronha, apresentaram um carro oficial crivado de balas como prova de um atentado feroz contra ambos.
Não houve um morto ou machucado, nenhuma bala perdida e nenhum autor apareceu, mas Oliveira e Noronha conseguiram sair momentaneamente da CPI do Narcotráfico, da qual eram os alvos principais.

Com mexerica
E para encerrar esta história dos grandes atentados da história do Paraná, até o interior se faz presente. Quando prefeito de Arapongas, o hoje deputado Waldir Pugliesi pressentiu um atentado da sala da própria casa, onde descansava com a mulher Irondi.
Não teve dúvidas: pegou meio saco de mexerica, foi pra rua e espantou os assassinos a mexericadas.
Um feito heróico. Totalmente heróico.

De definições brutas
Toda vez que chega em casa de cabelo cortado bem curtinho, a diarista já sabe o que a espera. Do marido à filha mais nova, todos passam a chamá-la apenas de ''Sargento''.
Se o corte for rente, a gradação é maior ainda: ''Sargentão''.

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