Fim do analfabetismo
O governo Requião quer entregar o Paraná para o sucessor, em 2010, sem nenhum analfabeto em seu território. Ou seja, pretende ensinar 100 mil paranaenses a ler por ano, incluindo aí a maioria dos deputados da Assembléia Legislativa, boa parte do próprio secretariado e um grupo razoável de representantes na Câmara Federal.
Aulas particulares serão privilégios só da parentada no governo.

Projeto conjunto
Na seriedade, este projeto de erradicar o analfabetismo paranaense será uma missão conjunta das secretarias de Educação, Saúde, Trabalho, Assistência Social e universidades, Federal entre elas, para os próximos quatro anos.

Adultos
A participação da Secretaria de Saúde num projeto de analfabetismo tem explicação: pesquisa do governo mostrou que analfabetos adultos enfrentam grandes dificuldades no aprendizado por causa dos problemas que afetam a visão depois dos 40 anos.
Uma equipe de oftalmologistas será integrada ao trabalho para, primeiro, tratar dos olhos do pessoal. Depois, será fácil abri-los para o mundo das letras.

Na política
A única mulher com cacife para concorrer à Prefeitura de Curitiba sem passar vexame nas urnas, Gleisi Hoffmann está a mil. Azeita o apoio do PDT de Osmar Dias para a candidatura e busca um nome curitibano, de peso, para ter como vice. Os contatos com empresários de vários setores já começaram.

Entre dois candidatos
Gleisi, petista de quatro costados, mulher do ministro Paulo Bernardo, irá disputar com o atual reitor da Universidade Federal, Carlos Moreira, o apoio do governo do Estado.
Mas não será, assim, uma briga de foice. Porque, até as pedras sabem, o governador Roberto Requião só se empenha mesmo pra eleger o único, o imbatível, o colossal Roberto Requião.
O resto é mini-café.

À espera da vez
Mesmo sob suspeita de fraude na aprovação do concurso da magistratura de 2006, e os protestos recentes, o Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) irá convocar Leonardo Bechara Stancioli para assumir a próxima vaga como juiz substituto no Paraná. Ele é a bola da vez e pode ser chamado a qualquer momento.
Stancioli é genro do ex-ministro Paulo Medina, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), afastado do cargo por suspeita de venda de sentenças no caso dos bingos, conforme divulgado aqui, na última terça-feira.

Segredo de Justiça
O Tribunal paranaense tentou obter as gravações da Polícia Federal nas quais Medina combinava com dois interlocutores daqui, com pinta de desembargadores, a aprovação do genro no concurso da magistratura.
O STJ alegou segredo de Justiça e não liberou as fitas. Enquanto isso, a imprensa reprisava os diálogos via satélite, quase todos os dias.

Sindicância
Em maio, o TJ-PR instaurou uma sindicância e concluiu que o genro do ministro Medina, pelo menos, esteve de corpo presente no concurso. Se houve fraude, informa o Tribunal, não há como comprovar.

Mulher de César
Com esta postura do poder Judiciário, o Paraná deverá ter, muito breve, um juiz cujo nome apareceu duas vezes em conversas gravadas entre o todo poderoso sogro e dois interlocutores, num ti-ti-ti mais do que suspeito. E o tal sogro foi afastado do Supremo Tribunal acusado de vender sentenças favoráveis a bingueiros.

É o exemplo
Alguém lembra daquela história da mulher do César, que não basta ser, mas parecer honesta etc, etc? Então, a Justiça idem, idem!

Só mais um
Bem, para um Paraná onde a contratação de parentes pelo poder público é mais do que supersimples, onde o secretário de Segurança não sabe se vai, se fica ou se balança, mas não cai e uma penca de deputados que, neste ano, só se debruçou pra valer no projeto que lhes deu aposentadoria de americano rico, exigir o quê da própria Justiça?


Daltônicas

De fim da nobreza
A família, de posses, presenteou o caçula com um cachorro grande, de alta linhagem, chamado Stuart.
Como o guri estava aprendendo a falar e não conseguia chamar corretamente o novo companheiro, os pais decidiram mudar.
E o Stuart virou Pingo.

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