RUTH BOLOGNESE
Um roqueiro presidente?
Um roqueiro que fala castelhano e guarani com sotaque curitibano vai disputar a presidência do vizinho Paraguai, em junho do próximo ano. Alberto Rodrigues, o Beto, guitarrista da banda paranaense de rock ''Blindagem'', está confirmado como candidato pelo Partido Humanista, que corre por fora dos favoritos de sempre, o Colorado e o Radical.
Para os jovens
Nascido no Paraguai, Beto Rodriguez mora em Curitiba há 35 anos - tinha 16 quando veio estudar, e foi ficando. Com a banda Blindagem, a mais antiga e tradicional do Paraná, está há 30 anos.
O guitarrista tem até referência na política local, através de um irmão, que já é senador em Assunção. E pretende estremecer o Paraguai falando para os jovens.
Grandes emoções
Com chances boas ou nem tanto, o fato é que a próxima campanha eleitoral dos nossos vizinhos promete altas emoções. Além do roqueiro, são candidatos declarados um general que está preso e um bispo de esquerda.
Sem preconceitos
É a América Latina caminhando. Já temos um operário no Brasil, um índio na Bolívia, um coronel na Venezuela, uma mulher no Chile, a possibilidade de uma esposa na Argentina e agora um roqueiro no Paraguai.
E vamo que vamo!
Sempre no poder
Com 36 anos de Assembléia nas costas, mais os 24 anos que o pai ficou por lá, o deputado Antônio Anibelli sonha em eleger o filho, e depois o neto, para a família Anibelli chegar aos 100 anos de atividade parlamentar no Paraná.
100 anos é pouco
Pelo pensamento vivo do deputado, que defende a pena de morte, o aumento dos salários e a aposentadoria dos seus pares, e de quebra justifica todos os equívocos do governo Requião, um século será pouco para a família Anibelli aprender o significado da chamada ''atividade parlamentar''.
Em casa de ferreiro...
O TRT-PR está reativando o programa de estágio através de convênio com faculdades do Paraná nas áreas de Direito, Engenharia Civil, Administração, Contabilidade, Pedagogia e Fisioterapia. Os estagiários irão para os gabinetes de juízes do próprio Tribunal e Varas do Trabalho de Curitiba, da região Metropolitana e Interior.
...espeto de pau
Até aí tudo bem. O problema é que a legislação exige que se tenha um profissional da área para acompanhar os estagiários. E como o TRT não os tem, ao menos em Fisioterapia, corre o risco de se autonotificar.
Ou seja, canetear a si próprio sem dó nem piedade.
A grande ausência
E o clã Pimentel foi o grande ausente do casamento do ano, o que uniu a neta do ex-governador Paulo Pimentel, que leva o nome dele, Paula, com o deputado Alexandre Curi, neto do mais poderoso presidente da história da Assembléia Legislativa, Aníbal Khury, já falecido.
Só a nata
A festa, no sábado, reuniu no Clube Curitibano mais de mil grã-finos, ou seja, todos os grã-finos do Paraná, e teve como padrinhos o governador Roberto Requião, de terno discreto e cravo na lapela (que não murchou) e o mega-empreiteiro, Cecílio do Rego Almeida que, aparentemente, não usou o cravo da lapela como disfarce de gravador.
Foram tiradas mais de 7 mil fotos. Uma delas é esta aí de cima.
Só tio e primo
Por conta de um entrevero familiar com o genro e ex-sócio, Luiz Mussi, pai de Paula, o ex-governador Paulo Pimentel baixou uma ordem na sexta-feira proibindo todo mundo de ir ao casamento. Por sua vez, Mussi também não enviou convite ao sogro.
Paula se casou com a bênção apenas da mãe, um tio e um primo do lado da família dela.
Ódio mortal
Pelo jeito, o ódio entre sogro e genro foi maior do que a alegria de participar do maior evento social das duas famílias. É um preço alto a se pagar, como por exemplo, o de impedir a avó, dona Ivone, de ver a neta entrar na Igreja vestida de noiva.
E o povo repara muito nestas coisas.
Daltônicas
De explicações maternas
Fã incondicional da ironia dos Simpsons, o neto Pedro reproduz assim o diálogo entre mãe e filhinha na viagem à China, diante de uma fila de coelhinhos no açougue:
''Mãe, por que os coelhinhos estão assim?''
''Porque estão dormindo. De cabeça pra baixo. E do avesso.''





