Carne na Exportação
Notícia que vai trazer imenso alívio para a pecuária do Paraná: o Ministério da Agricultura conseguiu fechar o primeiro lote de exportação de carne bovina para o Irã, acabando, desta forma, com o embargo do produto por causa da febre aftosa.
  A informação foi confirmada ontem, pelo próprio ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes.

Lista de exportadores
O fim do embargo foi um trabalho de formiga do secretário de Defesa Agropecuária, Inácio Kroetz, que visitou nossos principais importadores para garantir a qualidade da carne. E na quinta-feira deu o passo definitivo, ao entregar para uma comissão de iranianos a lista dos frigoríficos exportadores.

Bom pagador
O Irã é bom pagador e com capacidade para consumir 70 mil toneladas por ano. Em seguida virá Cuba e a jóia da coroa, a Rússia, maior exportador individual da carne brasileira e segundo mercado depois da União Européia.

Um mico
Às vezes a notícia boa bate na porta e a gente despreza. Na quinta-feira, Reinhold Stephanes ligou duas vezes de Brasília para esta brava colunista, que nem o atendeu.
  Afinal, aqui no Paraná quem é louco pra conversar com ministro da Agricultura. Das duas, uma: ou quer financiamento pra safra ou quer prorrogação do pagamento do financiamento da safra. Como não era o caso...
  E ele só queria dar, em primeira mão, a notícia da carne bovina.

Outro mico
Dois dos 19 leitores assíduos desta coluna alertaram para o mico do mês: saiu aqui, com protestos nervosos, nota sobre o fechamento da Biblioteca Digital do Ministério da Educação, por falta de acesso.
  Era um vírus. Pra fazer a atilada colunista passar vergonha. Passei.

Detonando
Tem tucano desconfiado que o tratamento que o senador Álvaro Dias fez no joelhinho, lá nos States, deu ótimos resultados. Afinal, ele chegou chutando o balde.
  Não quer briga com Requião, não descarta voltar ao PMDB e detonou os entendimentos do brother Osmar com o prefeito Beto Richa.

De novo
Gente, vai ver que Álvaro Dias já anda sonhando em se candidatar ao governo do Paraná pela centésima vez e agora com o apoio do Último Rei do Paraná.
  Só se vier dançando à tirolesa: Oleii! Oleiii! Oleiii! Ho, Ho!

Livro do Palácio
O historiador Jair Elias dos Santos Júnior, membro do Instituto Histórico e Geográfico do Paraná e morador de Campo Mourão, escreve para dizer que terminou, recentemente, o livro ‘‘Palácio Iguaçu: coragem de realizar de Bento Munhoz da Rocha Netto’’, com mais de 400 páginas que resgata a história do Palácio, construído pelo governador Bento Munhoz com a intenção de sedimentar a integração do Paraná.
  O livro está em análise pela Comissão de Editoração Secretaria da Cultura.

Fotografia
Elias dos Santos enviou também a histórica fotografia do presidente Café Filho ao lado do governador Munhoz da Rocha no ato inaugural em 19 de dezembro de 1954, com jantar finíssimo (para a época), escolhido pela primeira-dama Flora Camargo Munhoz da Rocha, que foi responsável também pela montagem, decoração e inauguração do Palácio Iguaçu.

Camarão e trajes típicos
Os convidados tiveram como entrada um coquetel, com salgadinhos fixados em abóboras envoltas em papel alumínio. No jantar foi servido ‘‘camarão ao catupiri’’, uma receita vinda de São Paulo. De sobremesa os convidados saborearam doces típicos, distribuídas por elegantes moças vestidas com trajes típicos das etnias paranaenses.

Importância
O historiador lembrou bem que o Palácio Iguaçu simboliza o poder no Paraná, assim como detém detalhes da nossa história e, portanto, é patrimônio de todos os paranaenses. Tudo isso deve ser levado em conta nesta grande reforma que o edifício está a esperar.
E o livro dele vem a calhar no momento.

Quando se faz jornalismo
Grande cobertura desta FOLHA, ontem, retratando o quebra-quebra dos camelôs. E o assunto merecia mesmo este espaço todo. Jornalismo bom se faz assim: contando e mostrando o fato com todos os detalhes, dos mais cruéis aos mais pungentes, estes os verdadeiramente importantes. O pessoal da FOLHA fez tudo e mais um pouco. Parabéns!

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