Londrina em chamas
Se o prefeito Nedson Micheleti temia os maus fluidos da manifestação em negro, realizada na semana passada pela população para exigir mais segurança em Londrina, agora a coisa ficou feia mesmo.
As imagens da batalha entre policiais e camelôs no centro da cidade correram Brasil afora, ontem. E chocaram.

Estranha fiscalização
Para a oposição ao PT e ao prefeito Nedson, com liderança do deputado Luis Carlos Hauly, é no mínimo estranha a fiscalização da Polícia Federal baixar logo no camelódromo de Londrina, quando em Brasília, a poucos metros do Palácio do Planalto, o pessoal vende de Viagra a computador, tudo a céu aberto. E a Polícia Federal nem tchum.

Resposta
Mas é difícil imaginar que o prefeito Nedson tenha incentivado a ação da PF contra os camelôs de Londrina como vingança oficial contra a manifestação em negro da semana passada.
Seria um tiro no próprio pé, com estrago sem tamanho para o dedão e adjacências.

Entre dois amores
Nesta briga entre o presidente Lula e aquele coronel 'maledeto', Hugo Chavez, com quem ficará o governador Roberto Requião, maior admirador de Chavez na América Latina?
Melhor se fingir de morto. É briga de cachorro grande.


Um palácio abandonado
Com a saída do secretário das divisórias, Luiz Caron, aquele mesmo que deveria ir para o Guiness como o subordinado que, em toda a história da humanidade, foi o primeiro a receber a bronca do chefe: 15 minutos depois do discurso de posse, o governador ameaçou demiti-lo por causa de divisórias mal colocadas num prédio público.

Tudo quieto
Pois bem, sem Luiz Caron, as obras de restauração do Palácio Iguaçu nem começaram e, pelo panorama atual, vão demorar. Tudo está às moscas e não se vê sinal nenhum de pá e pedreiro por lá.
A restauração não será bolinho, não. Inaugurado em 1953, sob o governo de Bento Munhoz da Rocha, o palácio é o edifício mais vistoso do Centro Cívico da Capital. E em mais de 50 anos, passou por pequenas modificações, como um puxadinho aqui, outra divisória ali.

Sem cuidados
Fora o gabinete do governador, no terceiro andar, e o segundo andar, todo de mármore, com uma escada em curva de cair o queixo, a sede do governo paranaense exibe salas tão mal ajambradas que lembram aquelas repartições públicas esquecidas no tempo. Delegacia de polícia é pouco pra comparar.

Obras de arte
E depois que dona Maristela Requião levou os móveis mais valiosos, e as obras de arte, para o museu Niemayer, dá até medo de andar pelos corredores e encontrar algum ex-governador rondando por lá. Tanto um morto, quanto um vivo.

Muito tempo
Calcula-se que uma reforma pra valer vai exigir pelo menos seis anos de obras. Só assim o Palácio Iguaçu poderá voltar aos seus tempos de glória. E então, outro será o governo e outro será o primeiro ocupante.
Ou para quem gosta de viver fantasiando sobre o futuro, isso significa que Roberto Requião no Palácio Iguaçu, nunca mais.

Caparaó
Comandante militar da Guerrilha do Caparaó, primeiro movimento armado a desafiar a ditadura militar de 1964 no Brasil, o ex-sargento do Exército Amadeu Felipe da Luz Ferreira participa nesta sexta-feira, dia 13, em Curitiba, do lançamento do livro ''Caparaó - a primeira guerrilha contra a ditadura'', do jornalista capixaba José Caldas da Costa.

Filme
O lançamento do livro, antecedido da exibição do filme ''Caparaó'', do cineasta paulista Flávio Frederico, será às 19 horas, no auditório do Sindicato dos Metalúrgicos, no Centro da Capital.

Brrrrrr
Se está frio em Curitiba? Ge-lou!

Daltônicas

De realidades
Até aqui de pena e solidários, os amigos foram visitar o mais querido do grupo, atingido por um câncer pulmonar. Para surpresa geral, ele estava na rua, pagando conta em banco. E a explicação, como sempre, veio de forma direta, irônica e um pouco debochada.

''Ué, e só porque tenho câncer acabaram-se as contas, as despesas e as filas de banco?''

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