O silêncio dos ausentes

A Vó Maria diz que não se deve mexer com quem está quieto. Só que, no caso de políticos, o contrário é que vale. Vejam o caso dos nossos três senadores em Brasília, o Urtigão, o irmão dele, considerado o senador mais lindo do Brasil e aquele outro, que parece primo de padre.


Sem ação

Há meses que os três senadores estão num silêncio obsequioso diante dos pequenos e grandes problemas que atingem o Estado para o qual foram eleitos.


Chá de sumiço

Depois que perdeu a eleição para o governo, o senador Osmar Dias não abriu mais a boca. Nem para o bem nem para o mal. Sumiu daqui.
Na agenda do mês, apenas uma visita à Londrina, na sexta-feira, onde dará entrevista para o Canal do Boi.


No gancho

O senador Álvaro Dias tirou licença de 3 meses para cuidar do joelhinho e o suplente, Wilson Matos, assumiu a vaga calado e calado continua.
Alguém há de perguntar: mas 3 meses pra cuidar de um joelho? Ora, Wilson Matos é reitor do Centro Universitário de Maringá e maior doador individual da última campanha do Senador.


À espera do Papa

E o senador Flávio Arns, pelo jeito, está esperando a visita do Papa Bento XVI ao Brasil com a mesma expectativa da Globo: só pensa naquilo.


Ao léu

Enquanto isso, a dengue avança no Paraná como praga de gafanhoto, a violência passa pelo portão das escolas públicas, as denúncias de corrupção brotam todo dia e o governo de Esquerda que ocupa o Palácio Iguaçu completou 100 dias sem dizer a que veio.


Romantismo

Está na hora de lembrar aos senadores paranaenses, de forma bem romântica, a máxima de Exupéry: ‘‘Tu te tornas eternamente responsável por tudo aquilo que cativas.’’ Ou pelo que és votado.


Distritos esquecidos

E eis que esta coluna se transforma no ancoradouro dos oprimidos e dos esquecidos. Depois que o valoroso distrito de Irerê, de Londrina, reclamou da falta dos Correios e Telégrafos, agora o pessoal chama atenção para a falta de cartórios.


Problemas mil

São mais de 50 mil contribuintes (e conseqüentemente, eleitores) dos sete distritos de Londrina que, pra tirar uma simples segunda via de documento ou uma autenticação, precisam se deslocar até a Comarca.


Culpa de quem?

E tudo isso, afirmam os distritantes, por culpa do ex-presidente da Assembléia, Marechal Hermes Brandão, e do deputado André Vargas, que tiraram os cartórios de lá.


Gil diz sim

O deputado Ángelo Vanhoni se encontrou com o ministro da Cultura, Gilberto Gil, e obteve dele o apoio para criar, na Câmara, a Comissão Permanente de Cultura.


Cultura sozinha

Não é nada, não é nada, mas já é um começo para deixar a Cultura atuar por si própria. Atualmente a comissão se divide entre ‘‘Cultura e Educação’’, o que só embola o meio de campo.


Reciclar é preciso

Atenção prefeitura de Curitiba: o pessoal da Diretran, principalmente, as moças, e não tão moças, que fiscalizam o Estar, precisam de uma reciclagem comportamental com urgência.


Ronda malfeita

Na terça-feira, um cidadão curitibano, desses que pagam imposto certinho e param na faixa, foi vítima do tal abuso de poder por uma senhora que fazia a ronda da fiscalização do Estar na Carlos de Carvalho esquina com a Capitão Souza Franco, na frente do Hospital da Cruz Vermelha. Horário: entre 15 horas e 16 horas.


Sem educação

Pois a senhora de uniforme e quepe verdes tratou o moço, que estava parado ao volante do carro à espera de um paciente do Hospital, como se fosse um cachorro sarnento. E ainda o multou. De pura vingança.
Só apelando pro FHC: ‘‘Assim não pode! Assim não dá!’’



DALTÔNICAS

De precaução

Consciente do perigo, a candidata a emprego recusou a vaga. O futuro chefe era bonito o suficiente para provocar dois grandes estragos: na concentração diária e no casamento dela.


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