Precupação...

Preocupadíssimos com os salários dos diretores da Copel, os deputados Luiz Cláudio Romanelli e Alexandre Cury querem reduzir, via projeto na Assembléia, os R$ 30 mil mensais pagos à presidência da estatal.

...além da conta!

Nenhum dos dois precisa perder tempo com isso. As empresas estatais têm salário fixado pelo acionista majoritário. No caso da Copel, é o Governo do Estado.
Logo, é só procurar um senhor chamado Roberto Requião, que passa a maior parte do tempo numa granja nos arredores de Curitiba de nome Canguiri, e apresentar as razões para tanto.


Presente para Beto

O prefeito Beto Richa, que chega a Londrina amanha, além de ser tratado a pão-de-ló, vai ganhar presente: uma camisa de torcedor emérito do Tubarão, com o número ''2010'' inscrito. É para lembrar o ano da eleição para o Governo do Paraná.
Coisa de tucano esperançoso.


Entre pais e filhos

Em termos de fazer confusão nas atividades de pais e filhos, esta coluna anda mais apalermada do que rabino flagrado roubando gravatas em Miami. Por exemplo: quem é o cônsul honorário da Coréia é o Rodrigo Santos Rocha Loures, deputado conhecido em Brasília como ''Louro José'' e não o pai dele, o presidente da Fiep, Rodrigo Rocha Loures.
Que, por sua vez, não é presidente do CAP, Conselho de Autoridade Portuária, e sim representa sindicatos da indústria que depende de decisões do CAP.


Lobos e Lobinhos

E no Porto de Paranaguá, quem e reina é Mário Lobo Filho (diretor administrativo-financeiro) e não o pai dele, Mário Lobo, hoje assessor especial do governador Roberto Requião.


Chapéu errado

E se receber um chapéu texano, o deputado Reinhold Stephanes deve devolvê-lo imediatamente porque o presente é para o pai dele, do mesmo nome, que acaba de ser nomeado ministro e precisa proteger a cabeça das pedradas, quer dizer, das críticas, dos produtores rurais.
Aliás, Stephanes Pai, que tem cara e jeito de ministro alemão, usando um chapéu texano é tudo de bom em termos de elegância masculina.


Delazaris
Em busca de um resultado mais efetivo, informamos que todas as críticas, praticamente diárias, contra a área de segurança do governo Requião feitas ao promotor sob júdice, Luiz Fernando Delazari, devem ser dirigidas ao Delazari Pai.


Ouvidão

A função do Delazari Pai, o Ouvidor Geral, é exatamente tocar de ouvido, quer dizer,de colocar o ouvido à disposição das queixas contra o Poder Público.E aí contar tudo ao Governador.
Quem sabe, assim não dá certo?


Quase gêmeos

E já que estamos no assunto, vamos aproveitar para revelar um caso inédito, de pai e filho, que causa confusão no Paraná: é a do senador Álvaro Dias e do filho dele, Álvaro Dias Filho, que está na faixa dos 18,19 anos.
A cada dia que passa, os dois estão mais parecidos um com ou outro.


Ao contrário

Mas a semelhança se dá contra as leis da própria natureza.Neste caso não é o filho que está ficando igual ao pai, mas ao contrário: é o pai que rejuvenesce quimicamente e vai se parecendo com ele.
Um verdadeiro fenômeno que ninguém sabe exatamente se, e onde vai parar.
Estudos sobre famílias
Esta confusão entre pais e filhos no Paraná não é privilégio de jornalista distraída e sim de um fato comprovado em tese acadêmica. O professor Ricardo Costa de Oliveira, da UFPR, já citado aqui, pesquisou o assunto e mostrou que o poder no Paraná sempre pertenceu a pouquíssimas famílias, que dá pra contar nos dedos. Ou, como diria Chico Anísio, ''são sempre os mesmos, sempre os mesmos...''
E olha que isso tudo não tem nada a ver com a parentada que bate ponto no serviço público do Paraná todos os dias. Aí não é nem por herança. É por sem vergonhice.


Daltônicas

De frangos e gracinhas
O padeiro tira o frango assado do forno, enrola no papel celofane, coloca na sacolinha plástica e dá dois nós nas alças, com bastante força. Depois entrega o pacote para o freguês e explica:
''A gente fecha bem pra evitar que o frango saia voando...''
Engraçadiiinho!

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