Sub júdice
  O Paraná continua passando vergonha com a indicação do deputado Odílio Balbinotti para o ministério da Agricultura. Agora a nomeação está suspensa até segunda ordem.

Na mídia
Ou até a Folha de São Paulo e a Veja divulgarem as matérias sobre a vida pregressa de Balbinotti em preparação desde o anúncio do nome dele. Vai sair desde o já conhecido processo por falsidade ideológica até os vínculos por demais arraigados com aquele secretario da Fazenda de Maringá, Luiz Antonio Paulichi, preso um tempão por improbidades administrativas.
Como diria a Vó Maria, Balbinotti dormiu pavão e acordou urubu.


Caminho fácil
Tudo poderia ter sido evitado se o deputado abrisse o jogo na hora do convite, mas aí seria esperar demais. Mas o próprio Governo poderia saber de tudo antes se, como informa o advogado curitibano, Francisco Alpendre, abrisse os sites www.stf.gov.br, www.stj.gov.br e afins. Está tudo lá.
Ou bastaria pedir uma referênciazinha básica, como faz qualquer dona-de-casa antes de colocar alguém pra trabalhar.


Respaldo total
Bem, já é hora de recordar: o governador Roberto Requião avalizou, de primeira, o nome de Odílio Balbinotti na consulta prévia que o presidente Lula lhe fez, na última quinta-feira.


Mudança de Estado
O Paraná acaba de perder 400 vagas de empregos qualificados com a transferência de uma unidade de alta tecnologia de celulares da Siemens Equitel para São Paulo e Manaus.
A Siemens foi uma das primeiras empresas a se instalar na Cidade Industrial de Curitiba.


Sem conversa
A decisão da transferência da unidade foi tomada pela empresa sem sequer um comunicado ao Governo do Estado.


Em busca espiritual
O ex-procurador-geral do Estado, Sérgio Botto de Lacerda, vai percorrer a pé os 700 quilômetros do caminho de Santiago de Compostella na Espanha?
Mas por quê? Se ele está em busca de fazer sacrificio para purificar o espírito, já pagou todos os pecados nestes últimos quatro anos de governo Requião.
Merece o céu e mais as 70 mil virgens.


Bertholdo em casa
O advogado Roberto Bertholdo nega que esteja trabalhando para o governo peemedebista de Mato Grosso do Sul. A informação era de que, em nome da mulher, Adriana e do sogro, ele estaria advogando por lá.
Depois de ficar quase um ano preso na Polícia Federal, em Curitiba, o advogado diz que cumpre prisão domiciliar e nem pode sair de Curitiba.


Delação e liberdade
Bertholdo, acusado de tráfico de influência no meio político e de compra de sentenças judiciais, foi um dos poucos paranaenses a cumprir quase um ano de prisão por crimes desta natureza. Seu sócio, o ex-deputado Toni Garcia, fez acordo de delação com a Justiça e saiu da prisão em apenas um mês.


Circulando
E Toni, conta Bertholdo, agora circula normalmente no eixo Curitiba-Brasília-EUA e está investindo adoidado na compra de imóveis e tem 12 postos de gasolina só na Capital.

Consequências
Além de todos os problemas enfrentados por quem se envolve em crimes de colarinho branco, as conseqüências atingem diretamente a família. O advogado Bertholdo, que figurou por tantos anos nos melhores círculos políticos e sociais do País contou, ontem, que o filho dele, de 11 anos, ainda não superou a prisão.
Tem grandes dificuldades na escola e até hoje só consegue dormir entre a mãe e o pai. É muito triste isso.


Para sábado
A pesquisa do Ministério da Saúde mostrando que o curitibano é o que menos toma umas e outras no país (12% da população), embora seja um grande fumante (18%) foi feita por telefone.
Tá explicado. Os pesquisadores não conhecem a fama da cidade, segundo Paulo Leminski: ''Rio, o mar. Curitiba, o bar''.


Palestra e Mestrado
À boa fonte nada se nega: o advogado curitibano, Francisco Alpendre, faz palestra naTorre Mapfre, em Barcelona, Catalunha, para políticos locais e investidores, no próximo dia 23, a respeito de Administração Pública Brasileira.
Em seguida, defende tese de mestrado (no dia 30) sob orientação do professor Belmiro Castor, onde traça um paralelo do histórico patrimonialista de nosso Estado e cujos interesses ligados à classe política encontram-se intimamente ligados à forma de conseguir favores e benesses. É bom tema.

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