Sob o domínio total
  Na escalada sem limites que empreende em direção ao nada neste trigoverno, o que espanta não é o comportamento cada vez mais irado, irritado e desconexo do governador Roberto Requião, que briga até com o cadarço do próprio sapato.
  Surpreendente mesmo é ver uma equipe inteira de Governo, de mais de 200 pessoas, como ontem na escolinha semanal, entre elas gente de nível intelectual respeitável, calar-se diante de tamanha insensatez.
  Ou, pior, de aplaudi-lo.

Quem avisa...
  Será que não existe ninguém, de Heron Arzua, o festejado e competente secretário da Fazenda, ao ponderado vice, Orlando Pessuti, ou o amigo Carlos Marés, capaz de chegar pro Governador e dizer: ‘‘menos, Requião, menos’’ ?
  Este pessoal fica calado por quê?

Violência por violência
  Enquanto isso, o Paraná desponta no relatório do Ministério da Saúde sobre violência e criminalidade, divulgado ontem, com índices alarmantes, e num espiral tenebroso. E sem qualquer sinal à vista de algum projeto ou plano do atual Governo para combatê-los.
  Até porque, ninguém nem sabe se o promotor Luiz Fernando Delazari é ou está secretário de Segurança.

Só pra lembrar
  No meio desta balbúrdia toda que envolve o bi-pagamento do DER de R$10 milhões para o empreiteiro Darci Fantin,e que teria sido desviado para campanha eleitoral, um detalhe chama a atenção. Os quatro nomes citados pelas partes e que estavam no DER em 2002, pertencem hoje à equipe do prefeito Beto Richa.
  São eles: José Richa Filho, Paulinho Dalmaz, Wilson Justus e Maurício Sá de Ferrante.

Calado
  O prefeito Beto Richa recolheu-se em silêncio obsequioso sobre o embate com o Palácio Iguaçu. Certo ele.

Dois textos
  Uma vez tucano, sempre tucano. Para a primeira reunião do ano, na próxima segunda-feira, as lideranças do PSDB do Paraná estão preparando dois textos sobre a permanência ou não dos deputados mais ou menos infiéis. Um hard e outro light.
  O primeiro é o tal bode na sala. O segundo, pra valer.

Sanepar na mira
  A Sanepar, que sempre teve uma imagem de eficiência técnica a toda prova, passa por momentos difíceis. Depois de várias denúncias de pagamentos indevidos a fornecedores e serviços inacabados (ou mal ajambrados) no Litoral, agora entra em dois terrenos pantanosos: acusações de assédio sexual e de verbas irregulares para jornais da Capital.
  E vem aí o Clube do Uísque da Sanepar. Uaaaau!

Aprendendo a jogar
  O jovem advogado Maurício Requião de Mello e Silva (sobrinho) assumiu a chefia de gabinete do recém eleito deputado federal pelo PMDB, Rodrigo Rocha Loures Filho.
Sim, ele é filho de quem todo mundo está pensando que é.

Troca de casais
  O deputado petista André Vargas sonha com um troca-troca pra lá de interessante nas próximas eleições: ele se candidata a prefeito de Londrina e Gleisi Hoffmann idem em Curitiba. E ambos vão contar com o apoio integral do PMDB.
  Falta só combinar com os peemedebistas.

Cada vez melhor
  Há que se reconhecer, minha gente: depois que passou para o grupo dos sessentões, o senador Álvaro Dias está cada vez melhor.
  Ele tinha os documentos sobre a lavagem de dinheiro via loteria da Caixa Econômica desde setembro. Mas soube aguardar o momento certo de jogar... bem, de movimentar o ventilador, ou seja, esperou passar o Carnaval. Obteve os holofotes.
  Timing tinindo.

Esqueceram de nós
  A mais nova publicação conjunta do ministério da Agricultura, Confederação Nacional da Agricultura, ABIC, e outras entidades afins, para promover o café brasileiro, ensina que os estados produtores são Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo e Bahia. Sobre o maior produtor nacional, que já fomos, nem uma vírgula.
  Pelo jeito, o Brasil inteiro deve achar que só produzimos mamonas. E assassinas, ainda.

DALTÔNICAS

De outra visão
  Recém-operada de catarata, ela olha o mundo como se fosse da primeira vez. E fica maravilhada até com os raios que se expandem em torno da lâmpada da cozinha.
  Nunca tinha visto nada tão bonito.

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