RUTH BOLOGNESE
Transparência total
Se o nosso Lorde Nelson, na qualidade de recém empossado presidente da Assembléia, quiser dar uma demonstração de transparência total da Casa, meeesmo, deveria publicar nos jornais os vencimentos mensais dos deputados.
Mas atenção, não vale o salário. Tem que ser o salário mais as mordomias, mais os vales-gabinetes, telefones, carros, etc. Tudo picadinho.
Objetivo traçado
Um novo alvo está no gatilho rápido do ex-presidente da Assembléia Legislativa, Hermas Brandão, que faz beicinho para o Tribunal de Contas, mas tenta abocanhar um rentável de Cartório de Protestos, em Curitiba.
Na presidência
Hermas começa a articular seu nome para a presidência do Diretório Regional do PSDB, o que causa alvoroço no poleiro tucano.
Vai esbarrar naturalmente em dois nomes fortes do partido: Gustavo Fruet e Valdir Rossoni. O prefeito Beto Richa se manterá neutro porque não quer ficar mal com quem foi seu padrinho político em outras eras.
Na segunda divisão
Tanto na Assembléia como no Governo, o espaço do PT está muito bem definido pelo governador Requião: é a verdadeira Rota Alternativa em direção ao Governo Lula.
Ou seja, se percisar, dá pra quebrar o galho, mas não é tão importante.
Até que enfim
Os deputados assumem a nova legislatura investindo em bons profissionais na área de relacionamento com a imprensa em geral. O presidente Nelson Justus manteve no cargo o coordenador de Comunicação da Assembléia, David Campos, ex-secretário de Cássio Taniguchi e Jaime Lerner.
Do ramo
David é o jornalista mais indicado para lidar com as idiossincrasias que cercam a fogueira de vaidades da Casa porque é do ramo: o pai dele, já morto, foi prefeito de Tibagi em várias gestões. Deixou como herança para o filho a fala mansa, a elegância e a opção constante pela conciliação.
Nada mais indicado para o exercício do cargo de principal homem de comunicação da Assembléia.
Quem fica
Além de David, e ainda da equipe de Hermas Brandão, quem permanece na casa é a jornalista Rose Arruda, que já trabalhou nesta FOLHA, em Brasília com José Richa e em Curitiba, com a vice-governadora Emília Belinati.
Outros nomes
O deputado Fábio Camargo, que estréia na função, levou para o gabinete o jornalista Edson Fonseca, ex-colunista político de jornal da Capital e com grande conhecimento de causa da delicada relação entre a imprensa e os políticos. Alexandre Curi também confirmou o jornalista Roberto Massignan Neto neste segundo mandato.
Começar de novo
Outro que, mesmo derrotado na última eleição para a Assembléia, ou justamente por causa disso, aposta na qualidade da comunicação é o novo presidente da Companhia de Habitação do Paraná, Rafael Greca.
Para assessorá-lo na autarquia, Greca convocou a jornalista Thereza Martins, que também já foi repórter e chefe de reportagem da FOLHA e com currículo de primeira linha na área política. Atualmente Thereza coordena a Agência Estadual de Notícias do Governo.
Opção certa
Atenção, pessoal: não tem aqui nada de elogio em causa profissional, mas se um político, seja lá de que instância for, tiver um bom assessor de imprensa de lado, já será meio caminho andado.
Assessor, por melhor que seja, não elege ninguém. Mas o que evita de bobagem, as vezes de tragédias de percurso, só ele próprio sabe. Os assessorados, em geral, nem percebem.
Nada é de graça
O apoio implícito e explícito do deputado Ricardo Barros (PP) a Arlindo Chinaglia não foi pelos belos olhos do petista. Ricardo leva no bolso do colete, pronto para ser sacado, o nome de seu cunhado, o ambientalista José Roberto Borghetti, o Borghetinho, especialista no aqüífero Guarani.
É sonho antigo da família ver Borguetinho na Itaipu Binacional.
Ridículas para o sábado
Sabe qual é a solução dada por qualquer gerente do Banco Itaú quando se pergunta por crédito habitacional? Vá pra Caixa você também.
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O carro do interior circula por Curitiba e no adesivo, o slogan oficial: Siqueira Campos, onde pulsa o progresso.
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O paranaense não perde a esperança: quando o aquecimento global fizer as águas do Atlântico chegarem à Serra do Mar, acaba o pedágio.
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