RUTH BOLOGNESE
Sem os de casa
Dá um dó deste menino, o deputado Gustavo Fruet, andando por este Brasil do meu Deus sem nenhum paranaense, gente de casa, pra acompanhar. Dona Ivete, que é mãe, está com as mãos na cabeça por causa do caçula, tão mirradinho, e sozinho.
Pela ética
Neste sábado, Guga pegou um helicóptero em Porto Alegre, com chuva, pra ir visitar Pedro Simon que descansava numa praia gaúcha chamada Rainha do Mar.
Foi saudado como símbolo da ética no Parlamento brasileiro pelo histórico senador, diante das principais Tvs do Estado. Que estavam ligadas.
Na mídia
E neste mesmo final de semana, toda a mídia brasileira, da Globo à Veja, apontou o deputado paranaense como a única boa notícia gerada pela Câmara dos Deputados nos anos Lula.
Enquanto isso, no domingo, ele era aplaudido num restaurante na Paraíba e abraçado por políticos em Pernambuco.
Paraná ressabiado
A candidatura de Fruet à presidência da Câmara, com tudo o que representa em termos de ética e seriedade, é o fato mais significativo na política do Paraná hoje. Mas é chocante o comportamento da nossa classe política: estão quase todos escondidos atrás do toco, espiando de longe.
Sem força
Se houvesse um mínimo de grandeza, ou mesmo um mínimo de consideração pelo Paraná, nossos políticos estariam todos unidos em torno de Gustavo Fruet, independente da sigla partidária. E andando com ele, pra baixo e pra cima, pra deixar dona Ivete tranqüila e mostrar força política.
Ninguém
Mas não. Do governador Roberto Requião que, se puder, joga água fria , ao prefeito Beto Richa, que só hoje voltou da praia de Porto Belo, em Santa Catarina, ninguém aqui mexeu uma palha até agora pelo Guga.
Atenção: declaraçãozinha de apoio, nestas alturas, soa mais como manifestação de ciúme explícito do que expressão da realidade.
Federais de fora
Nem os próprios colegas deputados deram as caras. O maringaense Ricardo Barros é da troca de choque de Chinaglia; o curitibano Rodrigo Rocha Loures foi conversar com Fruet, firmou apoio total e, em seguida, declarou voto por Rebelo.
As exceções ficam por conta de Eduardo Sciarra, Luiz Carlos Hauly e Alfredo Kaefer, este recém eleito, que estão dando uma mão.
Paraná pequeno
São os fatos. Quando o Estado tem a chance de se unir em torno de um grande objetivo, como este, o de colocar um paranaense no terceiro cargo da República, a classe política se apequena, foge da raia, torce contra.
Depois reclamam da falta de importância desta Quinta Província lá fora. Imaginem se fossem os baianos...
Na ativa
E já que estamos falando de presença lá fora, dona Fani Lerner tem confessado a amigos que não agüenta mais viajar pelo mundo com o marido, que faz projetos em vários países, das Ilhas Canárias à costa italiana.
Aqui no Brasil Jaime Lerner trabalha em Brasília, por exigência de Niemeyer, e no Rio Grande do Norte, onde grupos espanhóis investiram pesado na compra de grandes áreas do Estado.
Samek aqui
É pura fantasia, tanto do PMDB como do PT, esta história do diretor geral de Itaipu, Jorge Samek, se tornar secretário especial do presidente Lula. Samek quer mais é inaugurar mais duas turbinas em Foz, implantar a Universidade Tecnológica do Mercosul e ser governador do Paraná.
Tudo ao mesmo tempo agora.
De volta
Voltar a escrever neste espaço é como abrir a porta da sala depois de 20 dias de férias e, ainda na penumbra, ver que a planta secou, a mesa tem poeira e é preciso arejar tudo. Trabalho à vista.
Dos dias de moleza só ficou a tatuagem de uma cobra vermelha na mão direita. Decisão simbólica de assumir o apelido, já velho de guerra, que o neto Pedro chamou de mais uma dessas loucuras da terceira idade.
DALTÔNICAS
De crueldades
É definição do cirurgião plástico: mulher que fuma muito transforma a região entre o nariz e a boca num verdadeiro código de barras.
Assobiar muito causa o mesmo efeito.
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