RUTH BOLOGNESE
Um Fiat no Rio
Um dos carros usados pelos bandidos, e apreendidos pela polícia, na guerra absurda que se trava no Rio de Janeiro era um Fiat Stilo, com placa de Curitiba.
Há várias explicações:
1) o carro foi roubado aqui
2) o carro foi emplacado aqui (o IPVA local é mais barato)
3) as ligações do PCC com o Paraná andam a mil por hora
4) ou tudo isso junto e mais um pouco!
Índices iraquianos
Dezoito mortos numa madrugada é índice de guerra no Iraque. Dá arrepio só de pensar nos fogos previstos para o Ano Novo na Cidade Maravilhosa.
A chipa paraguaia
A eleição presidencial no Paraguai ocorre só em 2008, mas a chipa eleitoral está comendo solto. Ao saber que o bispo do Departamento (Estado) de São Pedro, Dom Fernando Lugo se lançara como candidato à sua sucessão, o presidente atual, Nicanor Frutos botou a chipa pra quebrar: Ele é um Lúcifer.
Em tempo: chipa é uma rosca de polvilho muito comum no Paraguai.
Ambição católica
Nem tanto, nem tanto. Embora o Vaticano esteja tentando fazê-lo desistir da idéia de virar comandante em chefe de 6 milhões dos nosso vizinhos, Dom Lugo já esclareceu.Precisamos mudar nosso país, pois hoje há somente os que roubam e os que são roubados.
Quase um Lula
E pra provar que é da autêntica escola ideológica latino-americana, mas um pouco mais abrangente, Dom Luga se auto define assim: Não sou de esquerda ou direita, nem de centro.
Cara no chão
Depois que os exames finais de laboratório comprovaram o que todo mundo já sabia (o Paraná não tem, nem nunca teve febre aftosa), quem deve estar com a cara no chão é o vice Orlando Pessuti.
Papel ruim
Na qualidade de secretário de Agricultura de então, Pessuti teve um papel pífio em todo o episódio: aceitou as informações dos técnicos do Mato Grosso e dos locais, não exigiu do Ministério da Agricultura uma resposta mais firme e acabou por levar 6 mil cabeças de gado ao abate. A tiros.
Se fosse no Rio Grande do Sul, perderia o cargo na primeira semana da crise. Aqui foi reeleito vice-governador.
Furo da FOLHA
A divulgação do resultado final dos exames foi furo desta FOLHA. Mais precisamente da repórter Fernanda Mazzini.
Londrina submersa
Em Londrina para curtir a família e para a festa dos 70 anos do colega Walmor Macarini, no Country, que aconteceu ontem, o londrinense Naym Libos relatou espantado com o que encontrou na cidade: no bom português, merda mesmo. Por todos os lados.
Ameaça à saúde
Além das toneladas de fezes que a superpopulação de pombos deposita nas ruas de Londrina, quando decidiu fazer um simples pipi no Centro, Libos se deparou com o horror urbano: dois sanitários públicos do Calçadão, nas praças Gabriel Martins e Willie Davis, que lembram aquelas imagens do país mais pobre do mundo, o Taiti, onde esgoto a céu aberto é fichinha.
Longe demais
Como se não bastasse tamanho desleixo em pleno Centro, uma senhora cobra, por conta própria, R$ 0,50 para abrir a porta do inferno a quem tem coragem de entrar.
E ela mesma contou que seo Nedson esteve lá há uns dois anos e prometeu uma reforma geral para não envergonhar mais a Cidade.
Sem cafezinho?
Há que se concluir que Nedson Micheleti não aparece pra tomar nem cafezinho no Calçadão há pelo menos dois anos.
Ou então que, como prefeito, já deixou de enxergar o óbvio há muito tempo.
DALTÔNICAS
De decisão certa
Com bom dinheiro guardado, a obesa decide: vai gastar tudo numa repaginada geral. E bem rápido, antes que um dos irmãos peça emprestado pra dar entrada na casa própria.
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