O fim do Porto Seco
  Depois de 10 anos e meio, a estação aduaneira de Maringá, ou o Porto Seco, como se chama também, vai fechar. Na terça-feira já não recebe mais mercadoria e no dia 26 de janeiro pára de vez.

Para desburocratizar
  Estes Portos Secos foram criados durante o governo Lerner (além de Foz, são dois em Curitiba, um em Cascavel e outro em Maringá), para agilizar o serviço em Paranaguá.
  O navio descarrega a mercadoria direto no caminhão que segue para o Porto Seco, onde faz a liberação na Aduana.

Pontos estratégicos
  A escolha das praças de Aduana teve um objetivo estratégico: Maringá, por exemplo, é passagem para São Paulo, que consume 80% dos produtos importados por Paranaguá. E Cascavel fica na rota das importações do Chile e Argentina.

Guerra fiscal
  O empresário Silvio Name, que responde pela Aduana de Maringá, aponta a guerra fiscal entre o Paraná e Santa Catarina, a falta de apoio do governo do Estado e da Prefeitura de Maringá como os motivos que levaram ao fechamento do Porto Seco.

Menos empregos
  Só em Maringá serão 400 empregos a menos. Name acredita que o Porto Seco de Cascavel também tem vida curta, assim como os dois de Curitiba.
  E alerta Londrina, que tem projeto para instalação de um outro: ‘‘Sem apoio oficial, não é bom negócio’’.

Uma revelação...
  Durante a entrega da Medalha do Mérito Aperipê pelo governo do Sergipe ao governador Requião, nesta semana, uma revelação: com aquela tez mais branca do que o leitinho das crianças, Requião é bisneto do sergipano Justiniano de Mello e Silva.

... uma lembrança...
  O atual governador João Alves, autor da homenagem, foi um dos envolvidos no célebre escândalo da Banestado Leasing, quando a família dele comprou 80 caminhões com dinheiro do banco paranaense e nunca saldou a dívida. Nem devolveu os caminhões.

...e uma campanha!
  Prestem atenção: quando políticos locais começam a viajar pelo Brasil, fazendo palestras, recebendo homenagens ou participando de encontros sobre qualquer assunto, aí tem.
  Ou querem ser candidatos à Presidência ou querem mostrar que são.

Romanelli nega
  O deputado Luiz Cláudio Romanelli nega fazer parte de um trio (os outros dois são Gilberto Griebler e o ex-diretor da Escoeletric, Luiz Geraldo Tourinho da Costa) que trabalha para derrubar o atual diretor da Copel, Rubens Ghillardi.
  Diz que nada tem a ver com a Escoeletric, nem com a construtora mineira, Andrade Gutierrez e nem contra o empresário Joel Malucelli.

Amigo meu
  Romanelli só confirma uma coisa: que é amigo, parceiro e bom companheiro de Gilberto Griebler.

Pelo controle da Copel
  Todas as informações sobre as ações do Trio Mosqueteiro, que o Trigovernador chama de ‘‘Bosqueteiros’’, para assumir o controle da Copel, vêm de fontes governamentais.
  E quando se trata da maior empresa paranaense, a lógica é esta mesma: a briga interna é de foice no escuro.

Ação solitária
  Ainda sobre a Copel: desde 2003 o eletricista curitibano Luiz César Prodóscimo move ação contra a Copel que, por variadas situações, deixou a casa dele sem energia por 398 dias.
  Parece aquelas histórias americanas em que um só luta contra o sistema, ou uma grande companhia e vence no final.

Loucademia
  O eletricista local fez até uma exposição na casa dele com o que considera ‘‘erros e desmandos’ da companhia paranaense. Até agora, a ação o beneficiou apenas com a ligação de luz por liminar.
  Mas, pelo menos, o humor está salvo: ele chama a Copel de ‘‘Loucademia de Energia’’.

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