RUTH BOLOGNESE
Trama pela Copel
O Trigovernador Roberto Requião finge que não sabe, mas já identificou as fontes que tentam desestabilizar o atual presidente da Copel, Rubens Ghillardi, acusando-o de nepotismo na empresa.
Antes já haviam denunciado irregularidades
nos contratos da Copel para a construção da
Usina Mauá, a cargo do empreiteiro paranaense Joel Malucelli.
Os três Bosqueteiros
Nos bastidores, Requião apelidou o trio de Três Bosqueteiros, com B mesmo. É formado pelo recém-eleito deputado Claudio Romanelli, pelo diretor colocado na geladeira da Copel Participações, Gilberto Griebler, e pelo ex-diretor da Escoeletric, Luiz Geraldo Tourinho da Costa.
A luta é pelo controle da Jóia da Coroa do
Governo.
Quem são eles
Juntos, os três Bosqueteiros não fariam inveja à biografia de alguns parlamentares envolvidos em CPIs. Romanelli, depois de eleito deputado estadual, está com salvo-conduto em processo judicial por causa da tal imunidade parlamentar.
Griebler
Griebler sonha acordado com a presidência da Copel, mas no início desse governo só não foi escanteado da diretoria da empresa porque sua nebulosa passagem pela Secretaria de Comunicação seria lembrada e causaria trovões no governo.
Tourinho
Tourinho foi preso pela Polícia Federal junto com seu também sócio, o estelionatário Laércio Pedroso, que tentou dar um golpe na Itaipu Binacional e foi apanhado na Operação Castores.
Mais problemas
Além dessas conspícuas relações, Tourinho foi sócio de Griebler e do aposentado da Copel Wanderley Van der Graaf na empresa ES - Empresa de Serviços de Engenharia Ltda.
A ES estava de olho em consultorias de projetos da Copel de Mauá, agora quem está de olho nela é o Ministério Público.
Tenebrosas transações
Como diria Chico Buarque, em meio a tenebrosas transações, o primeiro ato do trio, se vitorioso, era garantir a obra da Usina Mauá, ao custo de quase R$ 1 bilhão para a mãe, ou tia, de todas as empreiteiras em ação no País, a mineira Andrade Gutierrez.
Velhos companheiros
O governador Requião observa a movimentação dos três amigos com a cruel paciência de um gato que acurrala os ratinhos porque acredita no terror como tempero pra caça.
Até porque sabe que, se não reagir à tramóia,
será envolvido nela.
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