Um sósia do barulho
  A foto acima é um flagrante do sósia do Trisupremo em Londrina, feita anteontem e que anda fazendo grande sucesso nas visitas e cerimônias oficiais pelo Paraná afora. O sósia foi encomendado na França (onde o governador permanece em viagem) e tem só 11 pequenas diferenças do modelo original:
  1) Consegue rir;
  2) Sabe ouvir;
  3) Fica calmo de vez em quando;
  4) Não come mamona;
  5) É mais velho;
  6) Não reconhece o padre Roque Santeiro;
  7) Tem o mesmo tom de pele de dona Zilda Arns;
  9) Usa camiseta rosa choque com paletó de couro
preto e
  10) Não acredita que vai ser Presidente do Brasil.

Vitória no Senado
  O senador Alvaro Dias tirou de letra a quase derrota por Gleisi Hoffmann nas últimas eleições: foi apontado, junto com Gabeira e Eduardo Suplicy, como o mais atuante no Congresso. Teve mais de 600 mil votos de todo o País.
  Está contente agora, senador? Contentinho?

Adeus Criatividade
  O ex-governador Jaime Lerner vai ser chamado a lutar pela preservação do Centro de Criatividade de Curitiba, um projeto dele que a Fundação Cultural do
Beto Richa quer mandar pro beleléu.
  Três vereadores - Julieta Reis, Jorge Bernardi e André Passos - se mobilizaram para salvar a obra.

Idéia de Lalinha
  O Centro de Criatividade de Curitiba foi uma grande idéia das muitas de Lerner e já teve altos e baixos, de acordo com o prefeito de plantão. De qualquer forma, antecipou, em 30 anos, o ‘‘AMA’’, espécie de escola de arte e centro cultural que o empresário Aristides Martins de Andrade, o ‘‘Tide’’ viabilizou em memória da mulher, Lalinha, no Rio de Janeiro.
  Em Páginas da Vida funciona que é uma beleza.

Os pecuaristas e o bolo de Natal
  Por conta de um número equivocado que saiu ontem aqui, os pecuaristas de Londrina, notadamente os da nobre Sociedade Rural do Paraná, por pouco não põem a perder o bolo de Natal que esta brava colunista prepara todos os anos.
  Foi a manhã toda de ontem assim: batendo bolo e atendendo pecuarista, assando bolo e falando com pecuarista, bolo quase queimando e pecuarista telefonando.
  Como diria FHC: assim não pode, assim não dá!

Os números
  Mas vamos, então, aos números: conforme o Deral, o Departamento de Agricultura que está entre os mais respeitados do governo do Estado, o valor bruto da produção agropecuária paranaense alcançou a cifra de R$ 26 bilhões em 2005. Não foi portanto, o valor da produção da pecuária em si, como saiu aqui. A pecuária ficou com R$ 10,5 bilhões deste total.

A versão oficial
  O que está por trás de tudo isso é uma divergência sem solução: ao divulgar seus números o governo do Estado quer se livrar, de uma vez por todas, daquele desastre que foi levantar a suspeita de febre aftosa no gado do Paraná. E mostrar que, apesar de tudo, o prejuízo para o setor, como um todo, não foi tão grande assim.
  E está com a razão.

A versão da carne
  Na outra ponta, os pecuaristas do Paraná mostram que a exportação da carne in natura em 2005 foi reduzida em quase 90% por conta da suspeita da aftosa e culpam o governo pelos prejuízos. E provam por A mais B que quem ganhou, e muito, com a crise, foram os grandes frigoríficos, daí os bons números do setor.
  E os pecuaristas estão com a razão.

Em cumbuca
  Agora, me pergunto: o que uma colunista de supérfluos, rendas e babados tem que se meter numa cumbuca destas às vésperas do Natal?


DALTÔNICAS

De pensar no futuro
  Na UTI, o velhinho sonhou com um número, mandou jogar no bicho e ganhou uma bolada. Doou para os bebês pobres de todo o hospital e morreu em seguida.
  Com a certeza que ia chegar no céu com a corda toda.

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