RUTH BOLOGNESE
Tudo abafado
Passou boi, passou boiada e até hoje nenhum destes assuntos foi devidamente explicado. A maioria vai caindo no esquecimento:
1) As placas superfaturadas do encontro da ONU em Curitiba;
2) O preço real da fazenda Lagoa da Prata do senador Osmar Dias;
3) O funcionamento da Usina de Gás de Araucária;
4) O aditivo de R$ 42 milhões dos contratos da
Sanepar;
5) O superfaturamento no anexo do Tribunal de Justiça;
6) O paradeiro do Jaquetão Azul;
7) Quem matou a Odete Roitman;
Sobre um escândalo
E, principalmente, é bom lembrar que, nenhuma providência foi tomada até agora para apurar os fatos ocorridos no início de novembro na Judicemed (Serviço Médico da Associação dos Magistrados do
Paraná).
Nem pela Amapar e nem pela Presidência do TJ.
Confusão
Para quem não se lembra, trata-se daquele episódio em que um desembargador paranaense, daquele de quatro costados, investiu contra um médico nos corredores do Tribunal de Justiça.
Por motivo fútil.
Copel reage
Uma carta da diretoria da Copel deve chegar às mãos do governador Roberto Requião sobre o embroglio entre deputado eleito, Luiz Cláudio Romanelli e o empresário Joel Malucelli.
Suspeitas
As suspeitas de levantadas por Romanelli sobre a licitação para a construção da Usina Mauá atingiram como um míssil a imagem de rigor e seriedade que cerca a maior empresa pública do Paraná.
E a diretoria toda está fula da vida com a história. Quer explicações do Governo e do PMDB.
À espera de Godot
O deputado peemedebista, Nereu Moura, aguarda um sinal, uma palavra e quem sabe um apoio explicito de Roberto Requião para se fortalecer na disputa pela presidência da Casa.
Até agora, nada.
Neutralidade a favor
O Tri-Supremo se mantém imperialmente neutro. E a história ensina que na guerra e na política a neutralidade é sempre a favor do mais forte. Assim é.
O outro lado
É contraditório, mas real: 2 mil famílias, de paraguaios e de brasileiros, estão em dificuldades na fronteira entre o Paraguai e o Brasil porque desde 2005 a Polícia Federal está cumprindo o seu papel, o do combate ao contrabando.
Trabalho de formiga
São mais de 8 mil pessoas, de 28 municípios dos dois lados, que fazem o papel de formiguinhas, atravessando a muamba na fronteira para os contrabandistas e vivem disso há mais de 3 décadas.
O ponto mais em evidência fica entre Porto Índio, do lado paraguaio do lago de Itaipu e Santa Helena, no lado brasileiro.
É ali que o bicho pega, mata e come.
Projeto de emprego
Há um ano uma comissão binacional estuda o problema e tenta viabilizar um projeto que venha a criar emprego na região.Não é tão fácil.
Paranaenses que perderam emprego no campo, primeiro com o fim do café, depois do algodão e o avanço da soja, ficaram à beira do caminho.
Pela educação
Pelo jeito não vai ter uma escola pobre no Paraná ano que vem. Com o aumento de 25 para 30% da verba destinada à educação no orçamento, serão quase R$500 milhões a mais para cuidar da criançada.
Benza Deus, Maurício Requião!
DALTÔNICAS
De frente com a morte
Quando o patrão elogiou o almoço e abraçou a empregada, a família confirmou: só a visão da morte bem de perto pode mudar um homem.
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